(Atualizada) Auto Publicação Dobra nos EUA, Vida dos Autores Segue Difícil Mesmo Com eBooks

08/11/2011
 / 
por Eduardo Melo
 / 

Meu amigo Claudio Soares comenta, abaixo, um artigo do Wall Street Journal sobre auto-publicação de autores. Casualmente nós estávamos conversando sobre isso no último final de semana, na lista de discussão do Revolução eBook (para ver a conversa, e outras muito boas, inscreva-se no grupo). E hoje (08/11/2011) ele mandou o seu comentário, como de hábito bastante sensato, sobre o tema:

Meu amigo Edu, ao me citar no artigo “Auto Publicação Dobra nos EUA, Vida dos Autores Segue Difícil Mesmo Com eBooks”, sobre um artigo no WSJ, praticamente me convocou a comentá-lo. 🙂 Ontem não deu, pois estava em reuniões fora do escritório. Assim, comento-o agora, sem no entanto pretender esgotar o tema.
Para começar, o mercado americano, no que diz respeito a e-books e self-publishing, é mais maduro. E isso não é por acaso. No Brasil, para que o e-book e o self-publishing deslanchem (e isso acontecerá com toda certeza), ainda precisamos de plataformas e dispositivos de acesso e leitura que joguem a favor da leitura digital. Hoje, ainda não temos. Os produtos importados são caros e nossas e-stores ainda estão na idade das pedras. Mas, sou um otimista: certamente, todo o nosso mercado evoluirá.
Em segundo lugar, os postulantes a escritores independentes devem compreender que cada livro autopublicado deve ser encarado como um empreendimento comercial. Assim, uma característica empreendedora e um mínimo de planejamento são necessários. O não sucesso de um título em e-book não está relacionado à tecnologia dos e-books ou da autopublicação, mas no modelo editorial que na maioria das vezes insiste em replicar o modelo analógico no mundo digital.
Uma dica: no digital, a divulgação, o marketing, por exemplo, devem privilegiar o contexto antes do conteúdo. No modelo tradicional, acontece o inverso. O conteúdo digital deve estar aberto na rede (uma heresia para os antigos editores). Como vou ganhar dinheiro se meu conteúdo estiver aberto na rede? De diversas maneiras. Basta observar o modelo de comercialização de outros produtos digitais na rede. A importância do conteúdo aberto na rede é justamente para privilegiar a descoberta, a interação com este conteúdo e, claro, a compra, que pode se realizar pelo simples acesso a partir de uma busca.
Forte abraço,

Claudio Soares | @cssoares | obliq.com.br

O texto do WSJ fala sobre autores e a auto publicação em eBook e suas dificuldades. Para o repórter, se o número de obras independentes lançada anualmente cresce nos EUA (dobrou nos últimos 5 anos, pelo gráfico do WSJ reproduzido abaixo, somando impressos e eBooks), a luta para identificar e conquistar leitores, ou simplesmente ser lido, cresce ainda mais.

Livros independentes, impressos e digitais nos EUA

Livros independentes, impressos e digitais nos EUA

Mas também há escritores como Erik Kjerland. Ele publicou por contra própria quatro romances e um livro sobre edição independente ano passado, sob o pseudônimo Derek J. Canyon. Seu lucro, de cerca de US$ 5.000, com faturamento de cerca de US$ 10.000, é melhor do que ele esperava, mas não foi o suficiente para ele abandonar seu trabalho de redator de manuais técnicos.

A dúvida que intriga mais os pretendentes a escritor independente não é se eles serão considerados párias literários, mas como publicar e quanto custará. Apenas conseguir a atenção dos leitores é já um desafio enorme, apesar de que os eBooks podem ficar disponíveis indefinidamente.

“Uma das maiores diferenças entre o eBook e o livro impresso é o ciclo de vendas”, diz Yohalem. “É quase o contrário. Um comprador de uma rede de livrarias toma uma decisão até seis meses antes de o livro ser publicado, e depois ele terá não mais que seis meses na prateleira. Depois disso seu ciclo de vendas se encerra. Mas com os eBooks é o contrário. Geralmente leva de seis a nove meses para o livro decolar e você nunca deixa de vendê-lo.”

 

 

Ebook pode ter final triste para autores independentes – WSJ.com.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

08/11/2011
 / 
por Eduardo Melo
 / 

Meu amigo Claudio Soares comenta, abaixo, um artigo do Wall Street Journal sobre auto-publicação de autores. Casualmente nós estávamos conversando sobre isso no último final de semana, na lista de discussão do Revolução eBook (para ver a conversa, e outras muito boas, inscreva-se no grupo). E hoje (08/11/2011) ele mandou o seu comentário, como de hábito bastante sensato, sobre o tema:

Meu amigo Edu, ao me citar no artigo “Auto Publicação Dobra nos EUA, Vida dos Autores Segue Difícil Mesmo Com eBooks”, sobre um artigo no WSJ, praticamente me convocou a comentá-lo. 🙂 Ontem não deu, pois estava em reuniões fora do escritório. Assim, comento-o agora, sem no entanto pretender esgotar o tema.
Para começar, o mercado americano, no que diz respeito a e-books e self-publishing, é mais maduro. E isso não é por acaso. No Brasil, para que o e-book e o self-publishing deslanchem (e isso acontecerá com toda certeza), ainda precisamos de plataformas e dispositivos de acesso e leitura que joguem a favor da leitura digital. Hoje, ainda não temos. Os produtos importados são caros e nossas e-stores ainda estão na idade das pedras. Mas, sou um otimista: certamente, todo o nosso mercado evoluirá.
Em segundo lugar, os postulantes a escritores independentes devem compreender que cada livro autopublicado deve ser encarado como um empreendimento comercial. Assim, uma característica empreendedora e um mínimo de planejamento são necessários. O não sucesso de um título em e-book não está relacionado à tecnologia dos e-books ou da autopublicação, mas no modelo editorial que na maioria das vezes insiste em replicar o modelo analógico no mundo digital.
Uma dica: no digital, a divulgação, o marketing, por exemplo, devem privilegiar o contexto antes do conteúdo. No modelo tradicional, acontece o inverso. O conteúdo digital deve estar aberto na rede (uma heresia para os antigos editores). Como vou ganhar dinheiro se meu conteúdo estiver aberto na rede? De diversas maneiras. Basta observar o modelo de comercialização de outros produtos digitais na rede. A importância do conteúdo aberto na rede é justamente para privilegiar a descoberta, a interação com este conteúdo e, claro, a compra, que pode se realizar pelo simples acesso a partir de uma busca.
Forte abraço,

Claudio Soares | @cssoares | obliq.com.br

O texto do WSJ fala sobre autores e a auto publicação em eBook e suas dificuldades. Para o repórter, se o número de obras independentes lançada anualmente cresce nos EUA (dobrou nos últimos 5 anos, pelo gráfico do WSJ reproduzido abaixo, somando impressos e eBooks), a luta para identificar e conquistar leitores, ou simplesmente ser lido, cresce ainda mais.

Livros independentes, impressos e digitais nos EUA

Livros independentes, impressos e digitais nos EUA

Mas também há escritores como Erik Kjerland. Ele publicou por contra própria quatro romances e um livro sobre edição independente ano passado, sob o pseudônimo Derek J. Canyon. Seu lucro, de cerca de US$ 5.000, com faturamento de cerca de US$ 10.000, é melhor do que ele esperava, mas não foi o suficiente para ele abandonar seu trabalho de redator de manuais técnicos.

A dúvida que intriga mais os pretendentes a escritor independente não é se eles serão considerados párias literários, mas como publicar e quanto custará. Apenas conseguir a atenção dos leitores é já um desafio enorme, apesar de que os eBooks podem ficar disponíveis indefinidamente.

“Uma das maiores diferenças entre o eBook e o livro impresso é o ciclo de vendas”, diz Yohalem. “É quase o contrário. Um comprador de uma rede de livrarias toma uma decisão até seis meses antes de o livro ser publicado, e depois ele terá não mais que seis meses na prateleira. Depois disso seu ciclo de vendas se encerra. Mas com os eBooks é o contrário. Geralmente leva de seis a nove meses para o livro decolar e você nunca deixa de vendê-lo.”

 

 

Ebook pode ter final triste para autores independentes – WSJ.com.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

Esta página ainda não tem comentários. Quer comentar primeiro?

Deixe um comentário