Despachando minha biblioteca

Eduardo MeloAtualizado em: Ebooks, Notícias 1 Comment

Numa mesma semana, resolvi esvaziar estantes e encher o Kindle. Não foi premeditado, mas na medida em que desentulhava prateleiras e chão, muito chão, fui alimentando a maquininha como se ela fosse um tamagotchi faminto. Não me passa pela cabeça uma casa sem livros, mas é cada vez mais sedutora a ideia de uma casa com menos livros de papel e mais daqueles outros, que não viram playground de ácaros e não ocupam espaço.

É difícil acreditar, como os cybercretinos, que o horizonte virtual seja o terceiro segredo de Fátima do mundo editorial. Tão ruim ou pior só mesmo o saudosismo fetichista do papel, a conversa mole sobre a “magia” dos livros e o fascínio até pelo seu cheiro. É justamente porque gosto demasiado de livros que, se conseguir, quero ficar com os que considero realmente essenciais, por um motivo ou outro.

Comments 1

  1. No meu caso, faz muito tempo que eu não compro dicionários. Todos online. Tenho certeza que ainda vou ter muitos livros em papel na minha biblioteca pessoal. Porém, é muito louvável, e necessário até, que o leitor consciente leia sinopses de livros no formato virtual para se certificar que que é desejo seu, concreto, possuir tal livro em casa.
    Concordo em parte com Paulo Roberto Pires, pelo simples fato que um livro não é igual a outro. Entendo que ele se refira apenas a livros que tenham textos. Mas e os livros infantis, por exemplo? Aqueles que se abrem e formam uma floresta ou um castelo? Um verdadeiro livro-origami? E as brochuras, com capas enfeitadas com arte? Certamente que não é desses tipos de livros a que ele se refere.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.