Como Vender Mais Livros Digitais

11/10/2011
 / 
por da Redação
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Anne Kostick é minha articulista favorita do site Digital Book World. Ela sempre traz bons questionamentos e também dicas que são básicas, mas que fazem a gente raciocinar e ver se está mesmo empregando isso em nosso negócio.

Mesmo que o mercado não esteja exatamente indo de vento em popa no exterior, eles não deixam de pensar em melhorias, em investir mais em novidades que podem agradar mais leitores. Sei que não é tão fácil, mas é assim que o mercado brasileiro deveria estar agindo. Entrando de cabeça em um modelo de negócio que em quatro ou cinco anos será com certeza a maior parte de seus planejamentos.

Em seu último artigo ela traz textos de Liz Scheier, Diretora Editorial para Conteúdo Digital da Barnes & Noble. Alguém que sabe o que fala, pois está dentro do mercado, e está ganhando bem, já que a B&N têm 25% do mercado de eBooks nos EUA. Vou me basear nas informações dela, passando as metas para o Brasil.

Ela dá quatro dicas de ouro para que os livros sejam um item indispensável, coisas que autores e editoras podem fazer:

Precificação inteligente

Experimente diversos preços para seus produtos. Em se tratando de conteúdo digital, isso não é tão difícil assim. Como mostrado nesse artigo, cada produto pode ter diferentes tipos de preço, dependendo de onde vem e qual seu conteúdo.

 

Metadata é importante

Aqui no Brasil, ninguém está ligando muito para isso, e depois reclama que os eBooks não vendem! Metadata é essencial para as vendas, e precisam ser trabalhadas quase que artesanalmente. Não adianta jogar um monte de texto e tags iguais nos seus livros, é preciso ver um por um e colocar descrições e informações corretas.

É frustrante entrar no site de uma livraria e não conseguir ver nem capa e nem sequer uma descrição do livro. Só o título e preço. Às vezes nem autor encontramos! Como os leitores chegarão a seu produto se não podem encontrá-los nas buscas? Não temos mais prateleiras por onde eles irão passar ocasionalmente e encontrar algo que procuram.

 

A capa tem de ser correta

Mais uma vez, temos um item de extrema importância. Nos cursos eu já digo e repito, a capa é uma das poucas coisas que o leitor terá para decidir se gosta do seu livro. A capa do eBook deve ser diferente da impressa. Pode passar a mesma ideia, ter o mesmo visual, mas pode ser bem mais minimalista, ter informações mais claras. A capa deve passar ao leitor claramente o que é o livro.

 

Promoção para todos!

Todos os autores devem procurar fazer sua divulgação, sua promoção. Para os independentes, o livro não venderá sozinho, e para os já conhecidos e com uma editora, divulgar seu livro te deixa no controle, e também o aproxima de seus leitores.

Ela também cita o fato de que deve ser fácil para os consumidores falarem a respeito do livro, recomendarem as obras facilmente. Quando recomendado, deve ser fácil comprá-lo. Boca a boca e facilidade de compra geram custos mínimos e muito retorno. Scheier cita um caso em que perguntaram ao autor de um livro qual seu livro favorito, e quando o leitor consultava o site, aparecia junto ao livro do autor também sua indicação de livro, que gerava mais compras.

Outra coisa importante está em dar o que o consumidor quer. Editoras já estão pensando em conteúdo de nicho, segmentado, atendendo públicos que antes não podiam atender, devido aos altos custos de impressão. Já é possível também oferecer contúdo em menor parte, para que o consumidor que quer pagar menos possa adquirir apenas o que ele quer. Ao invés de comprar todo um guia de um país, adquire apenas o da cidade que irá visitar, com algum conteúdo da obra maior. Vende-se mais e alegra-se o consumidor.

Experimentação é também uma palavra chave dos livros digitais. Quer ver se uma obra tem público? Quer lançar uma coleção muito diferente, muito alternativa? Lance em eBook, os custos são menores. Segundo Scheier muitos autores que publicaram na plataforma PubIt! da Barnes & Noble conseguiram contratos com editoras.

Finalizando a matéria, uma ótima resumida:

Books in their digital form can continue finding an audience indefinitely, since shelf space isn’t a concern. Helping to make these books available for sale again, and helping new people discover them, is a wonderful feeling. There’s nothing like suddenly seeing an author who’s been out of print for years have his whole catalog become available – and then watching people come in and buy all the books in one shot!

We are learning how to help customers delve deeper into the overall book catalog—how to recommend the right books to the right customers. Those efforts are helping publishers to sell much deeper into their overall catalog every month.  This is exciting because e-books are not just a bestseller-driven business—they’re bringing new life (and continuing life) to many books. Readers can take more chances and fall in love with more authors— which is great news for everyone.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

11/10/2011
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por da Redação
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Anne Kostick é minha articulista favorita do site Digital Book World. Ela sempre traz bons questionamentos e também dicas que são básicas, mas que fazem a gente raciocinar e ver se está mesmo empregando isso em nosso negócio.

Mesmo que o mercado não esteja exatamente indo de vento em popa no exterior, eles não deixam de pensar em melhorias, em investir mais em novidades que podem agradar mais leitores. Sei que não é tão fácil, mas é assim que o mercado brasileiro deveria estar agindo. Entrando de cabeça em um modelo de negócio que em quatro ou cinco anos será com certeza a maior parte de seus planejamentos.

Em seu último artigo ela traz textos de Liz Scheier, Diretora Editorial para Conteúdo Digital da Barnes & Noble. Alguém que sabe o que fala, pois está dentro do mercado, e está ganhando bem, já que a B&N têm 25% do mercado de eBooks nos EUA. Vou me basear nas informações dela, passando as metas para o Brasil.

Ela dá quatro dicas de ouro para que os livros sejam um item indispensável, coisas que autores e editoras podem fazer:

Precificação inteligente

Experimente diversos preços para seus produtos. Em se tratando de conteúdo digital, isso não é tão difícil assim. Como mostrado nesse artigo, cada produto pode ter diferentes tipos de preço, dependendo de onde vem e qual seu conteúdo.

 

Metadata é importante

Aqui no Brasil, ninguém está ligando muito para isso, e depois reclama que os eBooks não vendem! Metadata é essencial para as vendas, e precisam ser trabalhadas quase que artesanalmente. Não adianta jogar um monte de texto e tags iguais nos seus livros, é preciso ver um por um e colocar descrições e informações corretas.

É frustrante entrar no site de uma livraria e não conseguir ver nem capa e nem sequer uma descrição do livro. Só o título e preço. Às vezes nem autor encontramos! Como os leitores chegarão a seu produto se não podem encontrá-los nas buscas? Não temos mais prateleiras por onde eles irão passar ocasionalmente e encontrar algo que procuram.

 

A capa tem de ser correta

Mais uma vez, temos um item de extrema importância. Nos cursos eu já digo e repito, a capa é uma das poucas coisas que o leitor terá para decidir se gosta do seu livro. A capa do eBook deve ser diferente da impressa. Pode passar a mesma ideia, ter o mesmo visual, mas pode ser bem mais minimalista, ter informações mais claras. A capa deve passar ao leitor claramente o que é o livro.

 

Promoção para todos!

Todos os autores devem procurar fazer sua divulgação, sua promoção. Para os independentes, o livro não venderá sozinho, e para os já conhecidos e com uma editora, divulgar seu livro te deixa no controle, e também o aproxima de seus leitores.

Ela também cita o fato de que deve ser fácil para os consumidores falarem a respeito do livro, recomendarem as obras facilmente. Quando recomendado, deve ser fácil comprá-lo. Boca a boca e facilidade de compra geram custos mínimos e muito retorno. Scheier cita um caso em que perguntaram ao autor de um livro qual seu livro favorito, e quando o leitor consultava o site, aparecia junto ao livro do autor também sua indicação de livro, que gerava mais compras.

Outra coisa importante está em dar o que o consumidor quer. Editoras já estão pensando em conteúdo de nicho, segmentado, atendendo públicos que antes não podiam atender, devido aos altos custos de impressão. Já é possível também oferecer contúdo em menor parte, para que o consumidor que quer pagar menos possa adquirir apenas o que ele quer. Ao invés de comprar todo um guia de um país, adquire apenas o da cidade que irá visitar, com algum conteúdo da obra maior. Vende-se mais e alegra-se o consumidor.

Experimentação é também uma palavra chave dos livros digitais. Quer ver se uma obra tem público? Quer lançar uma coleção muito diferente, muito alternativa? Lance em eBook, os custos são menores. Segundo Scheier muitos autores que publicaram na plataforma PubIt! da Barnes & Noble conseguiram contratos com editoras.

Finalizando a matéria, uma ótima resumida:

Books in their digital form can continue finding an audience indefinitely, since shelf space isn’t a concern. Helping to make these books available for sale again, and helping new people discover them, is a wonderful feeling. There’s nothing like suddenly seeing an author who’s been out of print for years have his whole catalog become available – and then watching people come in and buy all the books in one shot!

We are learning how to help customers delve deeper into the overall book catalog—how to recommend the right books to the right customers. Those efforts are helping publishers to sell much deeper into their overall catalog every month.  This is exciting because e-books are not just a bestseller-driven business—they’re bringing new life (and continuing life) to many books. Readers can take more chances and fall in love with more authors— which is great news for everyone.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

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