B&N continua em franco declínio – mas não deve ser subestimada

Eber Freitas Ebooks, Mercado Deixe um comentário

Outro trimestre desastroso para a Barnes & Noble. E dessa vez veio com um anúncio inesperado, porém inevitável: a companhia não irá mais produzir o Nook HD, sua linha própria de tablets. Em vez disso, irá transferir as operações para outra empresa, especializada em manufaturas, por meio de uma aliança estratégica. Tal empresa ainda é desconhecida, aguardem os próximos capítulos.

Quanto aos números, o prejuízo líquido mais do que dobrou em relação ao trimestre anterior, quando os resultados já eram ruins. Dessa vez, nenhum setor apresentou crescimento: eReaders, tablets, conteúdo digital, livrarias, livrarias universitárias… todas as unidades de negócios estão com a seta apontando para baixo.

A receita do setor Nook caiu 34%, com a queda na venda dos aparelhos (tablets e eReaders) e a sua consequente redução de preços para tentar aumentar as vendas e ganhar fôlego. No último ano fiscal, a B&N teve um prejuízo de US$ 475,4 milhões, tudo para ter um hardware próprio para competir com a Amazon e Apple.

As perdas no trimestre somaram US$ 122 milhões, ou US$ 2,11 por ação em uma receita de US$ 1,3 bilhão. Para o próximo trimestre, os investidores esperam uma queda de US$ 1,33 bilhão nas vendas e uma perda de mais US$ 0,99 por ação. É de se esperar que a B&N seja a Kodak do mundo editorial?

Definitivamente, não. Essa “hemorragia financeira”, como caracteriza o colunista Jack Perry, do Digital Book World, ainda não é capaz de anular a importância da companhia no seu segmento. Ele aponta três motivos razoáveis para mostrar que a Barnes & Noble, maior rede de livrarias dos Estados Unidos, ainda pode ser depositária de muita confiança.

1. É a segunda maior varejista do mercado de eBooks. A fatia da B&N é de 20% em um mercado extremamente competitivo, com a poderosa Amazon dominando a maior parte. Apesar de ter chegado tarde com os eReaders Nook, a empresa ainda conseguiu arrancar um bom naco, suficiente para competir com Amazon e Apple – e muito mais do que a Sony e Google conseguiram até agora.

2. É a principal cadeia de livrarias dos EUA. O arsenal de livrarias – nem um pouco mainstreams, diga-se de passagem – da B&N é esmagador. São 700 lojas e uma ampla área de vitrines para os livros serem apreciados pelos leitores. Poucos têm um ativo tão valioso. Se Esse número fosse cortado pela metade, a empresa ainda seria a maior varejista de livros físicos do país. As cabeças pensantes por trás de cada empreendimento também não podem ser descartadas.

3. São 600 livrarias universitárias. A B&N College é uma unidade estratégica. Tem um público certo e pontos de venda instalados dentro das universidades; em muitos casos, são parte integrante dos campi.

A B&N tem o que precisa para reverter essa crise. As parcerias com a Microsoft e o possível interesse da empresa de Gates em adquirir a unidade Nook Media são duas cartas que ainda não saíram da manga. A Microsoft está investindo em padrões abertos para eBooks e tem tecnologia e know-how suficiente para agregar aos aparelhos Nook. Muito ainda será visto dessa novela.

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