Acertar o público faz muita diferença

Eduardo Melo (Simplíssimo) Mercado, Notícias Deixe um comentário

No caso de um eBook da Objetiva, a diferença foi vender, em 6 dias, o triplo do que vendeu em dois meses.

O eBook foi e-Quintana, segundo Raquel Cozer, em sua coluna semanal na Folha de S.Paulo. Até sábado passado, 110 pessoas tinham comprado o eBook. De domingo 20/01, até sexta 25/01, após uma propaganda enviada por email pela Amazon aos usuários do Kindle (imagem ao lado), foram vendidos 278 exemplares.

Cerca de 6 pessoas compravam o eBook, de forma espontânea, diariamente. Com um empurrãozinho, a média subiu para 56 pessoas comprando todos os dias. Um preço camarada (R$ 4,75) colabora para este número, claro. Mas não elimina a questão fundamental do marketing para o livro digital: como revelar, para o leitor certo, que aquele ebook existe?

O empurrãzinho foi bem dado, mas não foi ao acaso. Foi dado em clientes da Amazon brasileira, usuários do Kindle, um perfil adequado para o consumo do livro digital. A propaganda certa, para o público certo.

De sabonetes a ebooks, as vendas serão fracas se você não sabe quais clientes querem consumir o seu produto. E se você não consegue se comunicar diretamente com eles, regularmente, acompanhar suas ideias e preferências, receber feedback e informação, as suas vendas dependerão muito mais de fatores externos, do que do seu próprio esforço. No caso do livro digital, que ainda é algo novo, mais ainda – identificar, no meio do seu público, aqueles que já aderiram ao digital, torna-se indispensável para uma ação de marketing que faça os ebooks, no mínimo, retornarem o dinheiro investido neles.

É claro que a sorte, os astros, ou uma propaganda da Amazon para usuários do Kindle, são fatores que podem colaborar nas vendas de um ebook. Mas todos eles estão completamente fora do controle das editoras. Não seria melhor se fosse justamente o contrário?

Editoras e autores precisam começar a planejar e investir em contato direto com seus leitores. Esse é o primeiro, essencial passo para reunir dados e informações sobre seus hábitos de consumo, suas preferências. E não estou falando em pedir o preenchimento de formulários intermináveis, coisas burocráticas, etc. O consumidor de livro digital, o internauta consumidor em geral, é feito um bicho selvagem – para onde a manada vai, ele vai junto. Mas sozinho, isoladamente, é um bicho arredio, se assusta fácil, foge a qualquer sinal de perigo. É preciso sutileza, inteligência e planejamento para conquistar a sua confiança. Só uma página no Facebook, não adianta.

Se você quiser conhecer em mais detalhes as minhas ideias sobre a questão do marketing para ebooks, está convidado a participar. Semana passada, lançamos na Simplíssimo um novo curso, justamente sobre esta questão do marketing – Estratégias de Marketing para eBooks. Teremos duas turmas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, no mês de março/2013.

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