Ebooks piratas são “brinde” no Mercado Livre

Eduardo Melo Ebooks, Mercado 6 Comments

A Folha de SP publicou matéria, nesta segunda-feira, mostrando o lucrativo mercado de pirataria para tablets e celulares. Bem no final do texto, o repórter Yuri Gonzaga revela o que ele conseguiu por apenas R$ 10 no Mercado Livre:

“Um grande número de pessoas que comercializa pacotes de aplicativos destinados a celulares com o sistema operacional do Google.

Um vendedor do MercadoLivre oferece tal serviço por R$ 10. Ao pagar, a Folha teve acesso a um pacote com 730 apps para Android e quase mil e-books.”

É uma prática bem antiga, a venda de ebooks piratas no Mercado Livre. Nunca foi exatamente popular, porque os usuários que baixam conteúdo pirata não são grandes fãs de pagar por conteúdo (embora topem doar para ajudar o “movimento”, veja abaixo). Porém, entregar centenas de ebooks como “brinde” ou “bônus”, pela compra de aplicativos, é uma prática mais recente.

Contextualizando a pirataria de ebooks no Brasil

Até o ano passado, quando o Revolução eBook trouxe uma série de textos mostrando as práticas dos piratas brasileiros, a situação era tão tranquila que alguns até exibiam seus dados bancários publicamente, pedindo doações para continuar o “trabalho” de pirataria – ou libertação dos livros, dentro da ideologia deles. Algum tempo depois, a ABDR (uma associação que defende direitos autorais) fechou vários sites piratas, inclusive o Livros de Humanas, de estudantes da USP.

O fechamento deste último site provocou, em maio de 2012, uma chuva de críticas críticas sobre a ABDR, além de uma enorme discussão online na época. A discussão, que na época envolveu editores, estudantes e partidários de ambos os lados, em sites e jornais variados, resultou em pouca ou nenhuma mudança prática no estado das coisas. Uma das mudanças mais visíveis, foi o aumento na cautela dos piratas brasileiros, que aprenderam a ser mais discretos. Exceto, pelo visto, os que atuam no Mercado Livre.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

Sobre o autor

Eduardo Melo

Eduardo Melo é fundador da Simplíssimo e seu diretor-executivo desde 2010. É licenciado em História e Mestre em Teoria da Literatura.

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Comments 6

  1. Pois é. Meu sonho (e o sonho de muita gente) é ter um e-reader do tamanho de uma folha A4, colorido e com a imagem sem reflexo, dando ao leitor a impressão de estar lendo uma revista, com um “glow” por trás, mas mantendo um aspecto agradável à leitura. Quando isso ocorrer, certamente revolucionará o mundo das revistas e dos livros didáticos, mas… há um problema: a pirataria. Ninguém está aqui para bancar o hipócrita. Eu mesmo já me beneficiei de livros, durante meus dias universitários, fotocopiados que, de outra forma, eu não teria tido a oportunidade de estudar. Era (e é comum) os professores prepararem materiais para discussão em sala de aula que não passam de cópias de livros. Os piratas não ganharam muito dinheiro comigo, visto que eu sou extremamente visual e preciso de materiais coloridos para ajudar a memorizar as coisas e eu andava quase sempre sem dinheiro, porque comprava livros originais na maior parte das vezes. Mas como vamos impedir a microscópica pirataria de ebooks (somente alguns kbs de memória) já que países como a China copiam automóveis, mudando apenas o nome e introduzindo-os nos mais variados mercados, a preços de até R$100.000,00? A pirataria é uma questão de consciência (Mini x Lifan 320).
    Mas questão é a de que os autores recebem até 10% do valor do livro vendido, sendo o resto abocanhado pelas editoras. Então, se um aluno pagasse 30% do valor do livro diretamente ao autor ambos ganhariam. Então, resta-nos refletir se a pirataria não é fruto da ganância dos intermediários.

  2. Por causa da pirataria, os autores não estão conseguindo vender suas próprias obras e estão desistindo de criar; de exercerem seus dons! O que me deixa extremamente indignado é ver até universitários e afirmo sem nenhum pudor: universitários e vários outros cidadãos corruptos defendenderem a pirataria! Egoismo e falta total de respeito e bom censo.

  3. Por causa da pirataria, os autores não estão conseguindo vender suas próprias obras e estão desistindo de criar; de exercerem seus dons! O que me deixa extremamente indignado é ver até universitários e afirmo sem nenhum pudor: universitários e vários outros cidadãos corruptos defendenderem a pirataria! Egoismo e falta total de respeito e bom censo. Só me resta alertar aos autores: Denunciem esses piratas que copiam e vendem suas obras sem vossa autorização à Polícia Federal; pois pirataria é crime (lei 9.610/98)!

  4. Para acabar com a pirataria é bem simples. Aqui vai o que tem que ser feito:
    1) Governo reduzir ao máximo os impostos sobre livros;
    2) As editoras reduzirem o preço de seus livros;
    3) As editoras começarem a vender livros por capitulo (caso dos livros acadêmicos). Tal medida já é adotada em vários países de europa. Essa medida reduziu drasticamente a pirataria de livros na internet nesses países.

  5. Como sempre, um grupinho de “vendidos” defendendo os lucros exorbitantes dos seus patrões. Por que não tornam os valores acessíveis? Acredito que essa onda de compartilhamento na era digital é difícil de combater.

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