Enciclopédia Britânica Deixa Impressão Após 244 Anos – Agora, só Online

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Hoje a Enciclopédia Britânica, a mais antiga do mundo na língua inglesa, anuncia oficialmente que para suas máquinas de impressão. O primeiro exemplar da tradicional coleção foi impresso em Edimburgo, na Escócia, 244 anos atrás. A editora passará a se concentrar na versão online da enciclopédia e também em material escolar.

“É como um rito de iniciação nesta nova era. Muitos se sentirão tristes e nostálgicos por isso, mas agora temos uma ferramenta melhor. O site está constantemente atualizado, é muito mais extenso e tem conteúdos multimídia” disse Jorge Cauz, presidente da empresa.

De acordo com a Folha, a última edição da Enciclopédia Britannica será a de 2010, um conjunto de 32 volumes que pesa 129 quilos e inclui atualizações sobre o aquecimento global e o Projeto Genoma Humano. A versão impressa da enciclopédia representava apenas 1% da receita da companhia. Cerca de 85% vêm da venda de produtos do currículo escolar em disciplinas como matemática e ciências, enquanto o restante vem de assinaturas do site.

A primeira a chegar à internet, a Britânica cobra uma taxa de US$70 anuais para o acesso a suas informações, que são atualizadas de 20 em 20 minutos. Não é um preço muito convidativo, mas a empresa não pensa em passar à gratuidade. Embora alguns artigos possam ser encontrados sem a taxa, o site é feio e possui muitos e muitos anúncios colocados em locais pouco estratégicos.

Um portavoz anunciou que “Estamos prestes a lançar no Reino Unido, o aplicativo de inscrição para o iPad e os aplicativos para crianças estão indo atualmente bem. O modelo de assinatura é o que nós estamos pensando daqui para frente.” Ele acrescentou: “Nos últimos quatro a cinco anos, temos notado que o volume de vendas físicas caíram muito. Vendas de impressão são agora menos de 10% do nosso lucro operacional. Em 2010, vendemos 8.000 cópias impressas em relação a  120.000 em 1990, por exemplo.”

Mesmo sendo a favor dos livros digitais, não tem como não sofrer uma pequena pontada no coração. Quantos trabalhos escolares já feitos com as enciclopédias, com as coleções de livros que traziam o máximo de conhecimento mundial em suas páginas. Em minha casa, ainda guardo a coleção da Conhecer, que meu avô fez para o meu pai. Eu mesma fiz muitos trabalhos escolares com a Mirador, a Larousse, a do Estudante… hoje está tudo a um clique de distância, seja na Wikipédia ou em outros sites.

Não há como ter enciclopédias em livros digitais. Com a velocidade da mudança, com a necessidade de imediatismo, não dá para manter uma enciclopédia em arquivo atualizada. Temos de contar com a própria internet, que traz tudo na mesma hora, mas sem a confiabilidade de antes. Ganhamos velocidade, perdemos credibilidade. É possível que, com o tempo, conforme nos acostumamos com essas novidades – não há como dizer que já nos acostumamos –, surjam meios de tornar a informação que circula na rede mais confiável. Até lá, vamos contribuindo com o que sabemos.

Com informações do The Bookseller e New York Times.

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