Escritor Americano Acha Que Editoras Deveriam Dar eBooks

14/02/2012
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por da Redação
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Nicholas Carr é o autor de A geração superficial, e fala sobre a nova relação das pessoas com a informação, principalmente após o advento da internet. Ele deu uma entrevista aO Globo e nela ele também fala de eBooks. A entrevista não é muito extensa e vale a leitura, vou colocar aqui apenas o pedaço mais relevante para nós:

Como essa mudança nos hábitos de leitura pode influenciar a fruição da literatura?

NICHOLAS CARR: Com o tempo, a forma como as pessoas leem vai influenciar a forma como escrevem. Acredito que a chegada do livro impresso, criando um grupo muito mais amplo de leitores atentos, encorajou os autores a expandir as fronteiras da literatura, a experimentar novas formas e gêneros, por exemplo. Se a internet e os livros eletrônicos encorajam a leitura distraída, os autores não serão mais capazes de assumir que escrevem para leitores atentos, profundos. Por consequência, acredito que teremos menos experimentação, menos complexidade, menos aventura na escrita. A grande literatura exige não apenas escritores talentosos, mas leitores atentos.

Em um artigo recente, você diz que as editoras deviam distribuir e-books de graça. Por quê?

NICHOLAS CARR: Sugeri isso como uma estratégia de mercado para as editoras. Muitas pessoas com Kindles, Nooks e iPads podem querer comprar o livro impresso, mas vão preferir o e-book para suas máquinas. Se as editoras dessem um exemplar eletrônico junto com o exemplar impresso, isso encorajaria as pessoas a comprar mais livros impressos. Essa estratégia também combateria a Amazon, que, na minha opinião, está ganhando muito poder no mercado editorial.

Sei que não trabalho em uma editora e não compreendo exatamente os custos envolvidos, mas a ideia da Carr não é nada ruim. Oferecer o livro digital juntamente com o impresso realmente faria as pessoas comprarem mais livros, e poderiam até dar a cópia impressa para um amigo ou parente, se desejassem.

Talvez a ideia pudesse ser utilizada apenas no começo, enquanto os leitores brasileiros se adaptam ao digital. E a ideia dele de que isso seria uma boa concorrência com a Amazon também é bem acertada. Isso é pensar fora da caixa.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

14/02/2012
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por da Redação
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Nicholas Carr é o autor de A geração superficial, e fala sobre a nova relação das pessoas com a informação, principalmente após o advento da internet. Ele deu uma entrevista aO Globo e nela ele também fala de eBooks. A entrevista não é muito extensa e vale a leitura, vou colocar aqui apenas o pedaço mais relevante para nós:

Como essa mudança nos hábitos de leitura pode influenciar a fruição da literatura?

NICHOLAS CARR: Com o tempo, a forma como as pessoas leem vai influenciar a forma como escrevem. Acredito que a chegada do livro impresso, criando um grupo muito mais amplo de leitores atentos, encorajou os autores a expandir as fronteiras da literatura, a experimentar novas formas e gêneros, por exemplo. Se a internet e os livros eletrônicos encorajam a leitura distraída, os autores não serão mais capazes de assumir que escrevem para leitores atentos, profundos. Por consequência, acredito que teremos menos experimentação, menos complexidade, menos aventura na escrita. A grande literatura exige não apenas escritores talentosos, mas leitores atentos.

Em um artigo recente, você diz que as editoras deviam distribuir e-books de graça. Por quê?

NICHOLAS CARR: Sugeri isso como uma estratégia de mercado para as editoras. Muitas pessoas com Kindles, Nooks e iPads podem querer comprar o livro impresso, mas vão preferir o e-book para suas máquinas. Se as editoras dessem um exemplar eletrônico junto com o exemplar impresso, isso encorajaria as pessoas a comprar mais livros impressos. Essa estratégia também combateria a Amazon, que, na minha opinião, está ganhando muito poder no mercado editorial.

Sei que não trabalho em uma editora e não compreendo exatamente os custos envolvidos, mas a ideia da Carr não é nada ruim. Oferecer o livro digital juntamente com o impresso realmente faria as pessoas comprarem mais livros, e poderiam até dar a cópia impressa para um amigo ou parente, se desejassem.

Talvez a ideia pudesse ser utilizada apenas no começo, enquanto os leitores brasileiros se adaptam ao digital. E a ideia dele de que isso seria uma boa concorrência com a Amazon também é bem acertada. Isso é pensar fora da caixa.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

  1. Stella,
    Acho o Carr um reacionário no geral, mas com alguns insights pertinentes. Isso de dar o eBook a quem comprar o digital faria sentido, ao menos para ajudar na transição. Na minha editora, sigo essa linha de pensamento: leitores que compraram o livro, seja impresso ou eBook, têm direito a upgrades (somente no digital). O poder está no leitor, que escolhe em que formato quer ler.
    Porém, dar um eBook para quem comprar um livro impresso já foi tentado algumas vezes e, talvez por falta de maturidade, não vingou… Quem sabe tentamos de novo, pelo menos para, como diz Carr, segurar a onda da Amazon.

    1. Julio, muito legal sua iniciativa! Fica bem com cara de O’Reilly, uma boa inovação. Por favor, fique à vontade para um dia desses escrever um artigo sobre as ideias da Ímã e como estão sendo recebidas essas novidades. Seria muito interessante!

  2. A ideia é boa para criar uma cultura de leitura de ebooks e não para encorajar a compra do impresso, pois isso faria o efeito reverso, as pessoas iriam começar a se acostumar com o ebook e deixariam de comprar a versão em papel.

  3. Oi Stella
    Estou preparando um artigo sobre como o livro vai (ou poderá) perder a imutabilidade, falando sobre upgrades, marginalia compartilhada etc. Por coincidência, logo antes de receber sua mensagem, fiz meu primeiro upgrade em um livro da O’Reilly, e amanhã vou fazer um recall (ou melhor, soltar um upgrade) de um livro da Ímã. Seria uma honra publicá-lo no ReB.

  4. Acho que esta ideia do Carr será mais viável uma vez que o processo de produção do ebook esteja mais bem integrado ao dia-a-dia das editoras e quando os custos iniciais da infra-estrutura mercado de ebooks tiver sido “pago”.

    Também tenho a impressão de que ao olhos de muitos consumidores o ebook têm menos valor como produto por ser “apenas um arquivo”, oferecer ebook+impresso pode ajudar a acabar com este estigma.

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