Escritora Mostra Novos Caminhos para Publicar sem Editoras

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Camila Cabete traz da Colômbia este ótimo case: como uma autora desconhecida, que começou escrevendo Fanfics de Harry Potter, conseguiu conquistar seu espaço através dos livros digitais, sem depender de editoras.

Estive na Feira Internacional de Bogotá. E de lá trouxe muitas novidades e contatos. O Brasil este ano foi o país convidado e homenageado. Muitos elogios, pois me falaram que nunca um país homenageado participou tanto. Muitos escritores, profissionais do livro, muitas exposições interessantes, e em cada livraria da cidade, uma parte somente de literatura brasileira. Claro que deu Clarice na cabeça… Falei no Congresso do livro digital e tive uma excelente oportunidade de ouvir o case da Francisca Solar.

A Francisca ficou conhecida por escrever o oitavo livro da séria do bruxinho Harry Potter. Este é um gênero de literatura chamada de Fanfic. E ela escreveu tão bem que acharam que tinham vazado o texto da J.K. na net. Francisca teve que rapidamente explicar. Os escritores deste gênero não podem comercializar o conteúdo, claramente por conta dos direitos autorais. Mas os resultados foram impressionantes: milhões de downloads, traduzido para 14 línguas de forma espontânea pelos fãs.

Diante do sucesso, Francisca foi procurada pela Random House, que a contratou para lançar seu romance. Os resultados desta parceria com a editora: 25 mil exemplares vendidos e tradução para somente 4 línguas. Francisca viu os resultados como um retrocesso e resolveu investir em selfpublishing.

Com o novo romance, em vez de editora, conseguiu patrocínio de uma série de empresas (chilenas, como podem ver em seu site). Faz a distribuição global e ainda criou uma ótima opção de assinatura de autógrafo: ela usa um cartão, com um código, que assina nos eventos. O leitor recebe o código e resgata o livro on line. Seus livros estão em todas as ebookstores importantes do mundo.

Achei um ótimo case para passar a vocês. Selfpublishing com subsídio de empresas. Mais uma opção para difundir sua literatura. Mais uma opção também para as editoras viabilizarem projetos. #ficaadica

Para publicar seu livro em ebook ou impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Nossos números são difíceis de bater: desde 2010, a Simplíssimo comercializou mais de 1 milhão de exemplares e publicou mais de 1.000 ebooks e livros impressos. Veja como funciona a publicação para seu livro, aqui.

 

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Comments 3

  1. O case não pode ser usado como parâmetro, uma vez que ela pegou um mercado ávido de fãs que consumem qualquer tipo de conteúdo do Harry Potter. Ela acha que 25 mil cópias com um romance próprio é pouco? Ela deve estar se achando a própria J. K. Rowling. Tradução para somente 4 línguas? Quantos autores conseguem isso hoje?
    Ela deu sorte de pegar um tema que tem procura, se tivesse escrito um romance só dela, com certeza não teria feito tanto sucesso.

    1. Olá Leo, eu acho que apesar dela ter embalado no sucesso da JK Roling, eu também acharia um retrocesso saltar de milhões de cópias e 14 línguas para meros 25mil, pois mesmo embalada no sucesso se tornou reconhecida e esparava mais. O que mais vale desse case em si é o caminho que ela achou para mudar o que ela considerou um retrocesso, que é não depender da editora.
      Eu não faço parte do metié editorial sou apenas consumidor, e portanto vejo nesse caso a ineficiência das editoras, principalmente se o autor se torna maior que as editoras e lhes permite partir para essa abordagem independente. Até mesmo se não for um autor reconhecido a não dependência da editora pode ser feita através de crowdfunding ou outras abordagens similares como a distribuição gratuita de capítulos iniciais que pode abrir o apetite dos consumidores, mesmo que o final seja decepcionante, pois estimula a curiosidade.

      Sempre que vejo essas discussões em torno do eBook e sua distribuição, que tenho acompanhado recentemente depois de adquirir meu Kindle, me sinto há 10 anos atrás quando se discutiam da mesma forma o mercado da música, e vejo os mesmos erros e as mesmas coisas. Como essa de artistas que partem para o independente de forma criativa ao invés de contar com as gravadoras, e tem seu sucesso mantido.

  2. Pessoalmente conheço casos próximos de pessoas que escreviam fanfics do gênero Twilight e fora procuradas aqui pela Editora Lio para publicarem, o que é interessante, a editora já pegou autoras que tinham um publico cativo e muito fiel.
    Lá fora vemos vários exemplos o maior recente foi o da série Fifty Shades of Gray. Isso meio que pode virar tendencia, apostar no que já faz sucesso nas redes online. Eu sou ávida frequentadora do Nyah Fanfiction e do Fanfiction Net.

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