Inovação, e Não Repetição, Fará a Indústria Editorial Seguir Com Sucesso

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Steve Jobs nunca se preocupou em perguntar o que seus consumidores queriam. Ao contrário, ele ordenava pesquisas extensas de design e usabilidade para que seu produto fosse inovador, para que despertasse nas pessoas a sensação de uma necessidade que nunca haviam tido antes.

No tempo antes do lançamento de gadgets como o iPod, iPhone e iPad, ninguém realmente sabia que precisava disso. E talvez ainda nem precise, mas a inovação e o brilho dos produtos da Apple nos fazem desejar seus produtos como se eles fossem tudo que sempre quisemos. Até o lançamento do próximo Apple-gadget.

Em um post no site FutureBook a colunista Shane Rae transporta essa conceito para o meio editorial. Ela cita que antes do digital os produtos – ela foca nos educacionais, mas serve para qualquer categoria – eram prototipados, testados e, se aceitos, eram lançados. Esse é um caminho totalmente contrário ao da Apple e da inovação.

Rae sugere que, agora, não precisamos mais perguntar a opinião das pessoas, testar para ver se o produto está como elas querem. Agora, podemos inovar e dar aos consumidores algo que eles não estavam precisando, algo inovador, algo que mude, e não que mantenha tudo como está.

Encontramo-nos criando um produto para os usuários com base no que eles querem agora, não o que eles podem querer no futuro. Sua opinião também é influenciada pelos produtos com que já podem estar familiarizados. Então, se não tomarmos cuidado, vamos acabar seguindo o bolo todo o tempo e a construção de um produto sempre irá coincidir com um produto já existente de um concorrente. Estamos publicando para atender às expectativas, não levá-los além disso.

Agora, na era dos aplicativos online, podemos fazer iterações durante o caminho. Em vez de cruzar todos os ‘Ts’ e  pontuar cada “I” no caminho da perfeição, podemos chegar “perto”, lançar e testar a resposta do usuário. Mais empolgante, podemos inovar, liberando recursos que achamos que serão bem recebidos sem testá-los em tudo e ver o que acontece, confiante no conhecimento de que podemos mudar as coisas de volta rapidamente.

Claro, os editores podem realmente estar por baixo, como a maioria do setor de alta tecnologia vem operando, mas as editoras grandes com seus sistemas arraigados vão lutar para adaptar a sua modelagem dessa forma. Isso exigirá uma mudança radical em tudo, desde o processo de aprovação do investimento para a organização da equipe de desenvolvimento, para a erradicação do pântano de sistemas legados. Aqueles que abraçarem a mudança vão caminhar a passos largos à frente, e aqueles que estão sempre presos na rotina de “cada botão deve estar em seu lugar e verificado por 20 usuários” estão destinados a perder.

Entrar no meio digital já é uma forma de mudar, de transformar. O que não pode ser feito é seguir a boiada, observar sempre o que os outros fazem e onde acertam, para seguir no mesmo ritmo. Para sobreviver, as editoras e todo o mercado editorial terão de tatear no escuro, experimentar, e conquistar o consumidor com novidades, e não com tradição.

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