“Livros didáticos são recortes simplistas do conhecimento”, diz educadora

Eber Freitas Ebooks 5 Comments

Há até pouco tempo atrás, os livros didáticos e paradidáticos eram a principal ferramenta de estudo e aprendizagem nas escolas. De uma década para cá, as coisas têm mudado rapidamente: as informações filtradas, curadas e editadas dos livros estão disponíveis entre uma miscelânea de dados na internet. Com essa transformação, o papel do educador tem menos a ver com transmitir conhecimento do que com ensinar o estudante a lidar com as informações disponíveis.

Esse cenário também modifica o paradigma dos eBooks como fontes primárias de informação, e as formas de acesso ao conhecimento. “O mundo continua mudando, não apenas rapidamente, mas em saltos qualitativos, provocando rupturas com o surgimento de outros referenciais e instalação de novos paradigmas. Os livros já podem ser lidos nos smartphones e tablets”, acredita a educadora Patrícia Konder Lins e Silva. Ela participará de um painel sobre o livro digital e sua influência no aprendizado durante o 4º Congresso Internacional do Livro Digital.

Com tais mudanças em curso, ela explica que as atividades de produzir, distribuir, gerenciar e recompensar literatura exigirão cada vez mais criatividade dos editores. Não são apenas os livros e seus formatos que estão mudando, mas também os leitores, suas experiências e seus comportamentos. “Livros didáticos são recortes simplistas do conhecimento, coisa do passado e parecem desnecessários. A informação está nos sites de busca”, diz.

O 4º Congresso Internacional CBL do Livro Digital acontecerá entre os dias 13 e 14 de junho no Centro Fecomercio de Eventos, São Paulo (SP).

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Simplíssimo“Livros didáticos são recortes simplistas do conhecimento”, diz educadora

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  1. “Livros didáticos são recortes simplistas do conhecimento, coisa do passado e parecem desnecessários. A informação está nos sites de busca”, afirmou Patrícia Konder Lins e Silva, da Escola Parque, do Rio de Janeiro, autora de "Inteligência se aprende" (veja amostra da obra aqui: http://i.s8.com.br/images/manuais/books/23933948.pdf).

    Concordo com a autora, com as devidas reservas, por não conhecer o restante de suas ideias. Tenho visto nas escolas públicas o abandono dos livros didáticos pelos professores mais dedicados, que os tomam apenas como "mais uma" das fontes de consulta. O mesmo raciocínio se aplica, certamente, às apostilas…

    O papel dos professores e dos pais (especialmente) se amplia, neste contexto, pois está em cheque a própria escola (para onde nossos filhos adoram ir, não exatamente para estudar:)

    Está aberto o debate.

  2. Os argumentos que os livros didáticos sustentam podem e são recortes simplistas do conhecimento. Mas, no momento, mesmo que os livros didáticos possam conviver com outras fontes de informação, a sua presença é ainda visível no espaço escolar, seja no uso direto com o aluno, como fonte de pesquisa dos professores. Acho que o problema não é a plataforma em que o texto didático se encontra e sim o que ele pretende transmitir, ensinar, nesse aspecto ele difere muito pouco do texto impresso dos manuais de ensino.

  3. Pois é, Abel. O problema começa com essa fé cega que muitos dedicam à internet. O fast-food intelectual pode causar saciedade mas, será que sempre alimenta?

  4. Desconfio, Auro, que não. Leituras rápidas não costumam nos fazer bons leitores… Se não nos preparamos para ser leitores de maior fôlego no mundo real, dificilmente faremos isso no mundo virtual. Professores e pais, é claro, pode ajudar seus alunos&filhos a mergulhar na infomaré e, principalmente, a pescar pérolas…

  5. A questão não está no uso do livro didático, e sim no que eles sustentam. Os textos didáticos são recortes simplistas do conhecimento, mas esse recorte não é diferente em outra plataforma. Temos que avaliar os argumentos que os textos didáticos ( e não o livro didático) sustentam como informação, conhecimento. Nesse sentido, o que verificamos por meio da internet, é que alguns conceitos ainda se mantêm, tal qual no livro didático. Mesmo convivendo com outros recursos tecnológicos, o livro didático é a fonte de formação direta ou indireta para alunos e professores. Daí a existência do PNLD.

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