Livros: O Tamanho da Revolução

06/02/2012
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por Leitor
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artigo por Dagomir Marquezi.

Escrevi um livro dirigido para o público juvenil e mandei o original para ser avaliado por uma grande editora. Esperei cinco longos meses por uma resposta e tudo o que eles tinham a me dizer foi: “Não nos interessa”. Um amigo meu (prefiro não citar o nome sem autorização) escreveu um livro para o mesmo público, que vendeu o equivalente a 100 mil exemplares. Na semana passada ele recebeu o pagamento por essa mega-venda: um cheque de pouco mais de 3 mil reais.

Quando eu digo que o livro de papel enfrenta sua agonia, não quero bancar o moderninho. Nem é uma questão apenas tecnológica. É o modelo de negócio do livro tradicional que não tem mais sentido, pelo menos para quem escreve. Entre o escritor e o leitor existe um oceano de dificuldades, na maior parte causada pelo próprio papel: a fabricação, o transporte, a distribuição, o lançamento, o controle de vendas, tudo é difícil e caro. O que aumenta os preços, num país onde ler já é uma atitude exótica. Nessa conjuntura, as editoras não se arriscam. Sem editora, não se publica. É um ciclo vicioso.

O que muda com o livro digital? 1) o pagamento do autor pula de 6 a 10 por cento para de 30 até 70 por cento. 2) fica muito mais barato que a edição de papel, multiplicando as vendas. 3) as dezenas de pessoas que vão a um lançamento são substituídas por milhares de amigos e contatos virtuais no Facebook, Google+, Twitter, etc. 4) para a compra, a viagem incerta até o shopping é substituída por alguns cliques em casa ou qualquer lugar com wi-fi. 5) Com a facilidade de se editar um livro digital sozinho em casa, editoras se tornam opcionais, não mais o caminho obrigatório.

É uma revolução, e eu não tenho medo dela.

Dagomir Marquezi é escritor, roteirista e jornalista. O texto original encontra-se aqui.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

06/02/2012
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por Leitor
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artigo por Dagomir Marquezi.

Escrevi um livro dirigido para o público juvenil e mandei o original para ser avaliado por uma grande editora. Esperei cinco longos meses por uma resposta e tudo o que eles tinham a me dizer foi: “Não nos interessa”. Um amigo meu (prefiro não citar o nome sem autorização) escreveu um livro para o mesmo público, que vendeu o equivalente a 100 mil exemplares. Na semana passada ele recebeu o pagamento por essa mega-venda: um cheque de pouco mais de 3 mil reais.

Quando eu digo que o livro de papel enfrenta sua agonia, não quero bancar o moderninho. Nem é uma questão apenas tecnológica. É o modelo de negócio do livro tradicional que não tem mais sentido, pelo menos para quem escreve. Entre o escritor e o leitor existe um oceano de dificuldades, na maior parte causada pelo próprio papel: a fabricação, o transporte, a distribuição, o lançamento, o controle de vendas, tudo é difícil e caro. O que aumenta os preços, num país onde ler já é uma atitude exótica. Nessa conjuntura, as editoras não se arriscam. Sem editora, não se publica. É um ciclo vicioso.

O que muda com o livro digital? 1) o pagamento do autor pula de 6 a 10 por cento para de 30 até 70 por cento. 2) fica muito mais barato que a edição de papel, multiplicando as vendas. 3) as dezenas de pessoas que vão a um lançamento são substituídas por milhares de amigos e contatos virtuais no Facebook, Google+, Twitter, etc. 4) para a compra, a viagem incerta até o shopping é substituída por alguns cliques em casa ou qualquer lugar com wi-fi. 5) Com a facilidade de se editar um livro digital sozinho em casa, editoras se tornam opcionais, não mais o caminho obrigatório.

É uma revolução, e eu não tenho medo dela.

Dagomir Marquezi é escritor, roteirista e jornalista. O texto original encontra-se aqui.

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