O hábito e o e-book

Maurem Kayna Ebooks 3 Comments

Parece não ter jeito, o eBook demora a “acontecer” para os brasileiros. Já discutimos todas as causas disso nos diversos elementos envolvidos: quem escreve, quem publica / edita, quem vende e, por fim, quem lê.

Todos os fatores já levantados aqui no Revolução tem influência decisiva no cenário (oferta de títulos, preço dos eBooks, disponibilidade e preço de eReaders, hábito dos leitores – ou falta de), mesmo que não se consiga dizer qual destas causas predomina.

Vejamos um outro cenário como a Espanha, por exemplo. Ao entrar num transporte público (ônibus ou metrô) de cidades como Madri, Sevilla ou Barcelona, é quase certo que você vai encontrar entrado pelo menos uma pessoa lendo em um e-reader. Algumas vezes verá mais de uma e em todas elas encontrará igualmente outras pessoas lendo livros impressos – várias pessoas e diferentes estilos literários.

Se passar por uma loja do tipo FNAC ou shoppings como os da rede Corte Inglés, verá uma grande variedade eReaders, sobre os quais os atendentes saberão falar – explicar funções, como comprar, diferenças de resolução da tela e formatos de arquivo que estão aptos a ler. Os preços destes eReaders, na sua maioria, ficam na casa de 99 a 159 euros.

Diante desse cenário, fico me perguntando se o fator preponderande é o hábito de ler que se manifesta em todo lugar, independente do meio de leitura, ou se a oferta de aparelhos e títulos a preços razoáveis (não necessariamente baratos, apenas não são extorsivos) seria a principal razão das situações que se assiste por lá.

E como eco dessa pergunta, depois do tanto que já se conversou sobre os caminhos que deveríamos adotar para alavancar o eBook por aqui, concluo que se paralelamente à discussão tecnológica e de mercado não houver um esforço igual no fomento à leitura, corremos o risco de seguir empacados com um cenário de vendas medíocres ainda por muito tempo.

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Sobre o autor

Maurem Kayna

Maurem Kayna é engenheira, baila flamenco e se interessa por literatura desde criança. Depois de publicações em coletâneas, revistas e portais de literatura na web resolveu apostar na publicação em e-book e começou a se interessar por tudo que orbita seu estimado Kindle. Autora da coletânea de contos Pedaços de Possibilidade, viabilizado pela Simplíssimo.

SimplíssimoO hábito e o e-book

Comments 3

  1. Olá,

    Não conheço muito esse tipo de tecnologia (descobri recentemente que existe e-books e e-readers).

    Muitas vezes, estive me perguntando, o que fazer quando minha coleção de livros não couber mais no meu quarto?

    Não consigo lê-los pelo computador (pdf), pois cansa a vista e se conseguisse não poderia levar o meu micro (mesmo sendo um notebook) para qualquer lugar a qualquer hora (eles pesam na mochila), sem contar o monte de parafernálias que tenho que levar junto com ele como: fone de ouvido, mouse (prefiro), cabo de força e HD externo.

    Os livros ficam empoeirados e as páginas vão se tornando amarelas com o tempo. Eles são pesados e também não posso levá-los para qualquer lugar (não tenho hábito de ler pocketbooks).

    Achei sensacional esse tipo de tecnologia, pois a exemplo do meu HD externo, que me permitiu que o espaço extremamente gigantesco necessário para armazenar meus pertences fosse reduzido a alguns centímetros quadrados (ele cabe no meu bolso), os ebooks também permitem esse tipo de coisa.

    Me interessei pela tecnologia, mas gostaria de saber como está a situação de disponibilidade de livros(digitais) atualmente? Fazendo uma rápida pesquisa no site da livraria cultura, pude constatar que os livros que tenho em casa não exitem em formato digital (apenas em inglês).

    Essa tecnologia permite mesmo que você sinta a sensação de ler um livro da maneira tradicional?

    Desde já agradeço

  2. Oi Felipe, desde 2010 eu amante dos livros passei para os e-books e não me arrependo, hoje meu e-reader é meu companheiro fiel de todos os dias, tenho certeza que vc irá gostar é como se estivesse lendo o livro e bem melhor porque é leve, prático e fácil de transportar muitos livros em um aparelho.

  3. Felipe, com a parceria da Kobo e livraria cultura, é probabilíssimo que a oferta de títulos em português aumente muito. Quanto à experiência, não tenha dúvida de que a sensação fica à altura da leitura em papel.

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