Capa nome do livro

Cultura Política Comparada
Democracia e Mudanças Econômicas: Brasil, Argentina e Chile


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Os processos de transição democrática de Brasil, Argentina e Chile foram distintos em intensidade e velocidade. No Brasil houve uma transição pactuada e a repressão não foi tão sangrenta como nos demais países. Por outro lado, o “milagre econômico” ofuscou a repressão e a falta de liberdades. Desta forma, se espera que os brasileiros tenham uma maior nostalgia da ditadura e uma postura mais autoritária porque o período militar é sentido como negativo.

O Chile, por sua vez, viu, durante a ditadura Pinochet, um crescimento econômico considerado exemplar, que seria um contraponto ao suposto caos econômico do final do governo Allende. Por outro lado, os chilenos parecem querer esquecer o período militar, mesmo tendo sido um dos mais sanguinários da América Latina, em um fenômeno que Moulian (1997) chamou de blanqueo, ou seja, um branqueamento da memória e a construção de um consenso hegemônico em torno do sucesso das medidas neoliberais. Desta forma, mesmo que a história política do Chile indique a cultura política de chilenos tenda a ser mais democrática, os fenômenos acima podem ter influenciado no sentido de um aumento na postura autoritária de chilenos e em uma certa nostalgia da ditadura.

Já em relação à Argentina, a ruptura com a ditadura, coerente com a cultura política do país, foi drástica, com ulteriores reflexos na negação do regime militar e na permanente tentativa de punição dos culpados. Não se espera de um argentino uma posição de conformismo ou de esquecimento do passado. Mesmo que a história da Argentina seja permeada por uma série de golpes militares e a organização do Estado se tenha dado pela construção de uma ordem conservadora, os argentinos não parecem perdoar os militares por seus atos. Assim, espera-se que os argentinos possuam a menor nostalgia da ditadura e uma postura menos autoritária em comparação aos dois outros países.

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