SimplíssimoO Caminho Português de Santiago de Compostela

O Caminho Português de Santiago de Compostela

Referência para pessoas comuns - Notas e registros fotográficos, dicas de planejamento, tecnologia, roteiro e lugares para comer e dormir.


Por Fabiano Castello

R$ 19.99 - Livro digital, formato ePub2 (13.3 MB)

Resumo

O “Caminho Português de Santiago de Compostela” é um livro voltado para pessoas comuns que desejam percorrer o Caminho, principalmente aquelas que desejam fazer a rota portuguesa, que sai da cidade do Porto ou cercanias. O livro contempla notas e registros fotográficos, dicas de planejamento, tecnologia, roteiro e lugares para comer e dormir. Compreende a nossa jornada de cerca de 200 quilómetros em 11 dias, a partir de Barcelos (próximo a O Porto, em Portugal) até Santiago de Compostela, na Espanha. Uma referência importante para pessoas que tem receio de fazer o caminho por conta da perda de privacidade: como é descrito no livro, é perfeitamente possível fazer o Caminho hospedando-se em pequenos hotéis e pousadas, e com um orçamento pequeno.
A motivação para escrever o livro foi a pouca informação existente especificamente sobre o Caminho Português, o chamado “Caminho da Terceira Idade”, por conta de seu percurso menor e mais plano quando comparado ao Caminho Francês, bem maior, mais desafiador e mais famoso.

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Dados do Livro

  • Publicado em 05/03/2017
  • ISBN: 9788595130234
  • Língua: PT
  • Páginas: 87
  • Formato: ePub2
  • Tamanho: 13.3 MB

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(imagens foram suprimidas nesta amosta; o índice completo está no final)

Segundo dia: Balugães a Ponte de Lima

O segundo dia começou com um café da manhã ótimo na Quinta da Cancela. Depois de jogar conversa fora com Seu Jorge, pusemos o pé na estrada. O dia estava nublado, mas não estava frio. A saída de Balugães passa por um trecho muito bonito, com muita natureza. É uma área rural, com muitas plantações.

Neste dia percebemos que o Caminho tem uma característica interessante, que são os diversos tipos de pavimentos. Existem trechos que (dizem) são remanescentes da Rota XIX dos romanos, trechos de paralelepípedo, de pedrinha, de pedrona e de asfalto, sem contar uma escalaminhada no terceiro dia.

Do ponto de vista do perfil altimétrico é um dia bem tranquilo, relativamente plano até 5 quilômetros, e subindo por três quilômetros até Vitorino dos Pães, onde começa um declive por mais três quilômetros. A partir de Sobrero algumas subidinhas e descidinhas, mas nada pesado.

O trecho próximo a Ponte de Lima é espetacular: um caminho de pedras praticamente todo coberto por videiras que em dias de sol dão uma sombra que deve ser um alívio.

Chegamos em Ponte de Lima no meio da tarde, e topamos com uma imensa feira livre, que vendia tudo, de sapatos a tecidos, passando por biscoitos e peixes. Compramos alguns biscoitos confeitados que carregamos por dias até jogarmos fora. Até comida tem-se que pensar duas vezes antes de comprar!

Tivemos alguma dificuldade para achar nosso Hotel, o Terraço da Vila (40€), apesar de ele ser no centro da cidade. Como vários hotéis no Caminho, não tem recepção, e tivemos que ligar para virem nos trazer as chaves do quarto. O Terraço tem uma cozinha comunitária pequena, mas bem equipada, inclusive com itens de consumo, como café, leite e biscoitos. Os donos são os mesmos da Confeitaria Havanesa, que disponibiliza uma lata com biscoitos diversos que são muito bons. Depois de deixarmos nossas coisas no quarto fomos a Confeitaria para carimbar nossas credenciais e pegar uma dica de local para almoçar.

A questão do almoço é algo que não gerenciamos bem ao longo do Caminho, principalmente na Espanha. Ocorre que ao chegar entre 14h e 17h em cidades pequenas muitas vezes não há lugares abertos ou, mesmo nesses, a cozinha já não está funcionando. Fazer um lanche e jantar direito, no nosso caso, prejudica a noite de sono. Se você para para almoçar ao longo do Caminho numa hora aceitável, depois fica com preguiça de andar o resto. Não chegamos a nenhuma conclusão sobre este assunto!

No caso de Ponte de Lima indicaram um lugar que é, na verdade, um boteco. Já era próximo de 17 horas e, como todo boteco que se preza, haviam várias camadas de trabalhadores no balcão, cada um com algum álcool diferente na mão e falando muito alto. Mas não sei se foi a cozinheira, ou a fome, o fato é que os ovos com batatas fritas estavam excelentes, principalmente acompanhados por um Chopp Sagres gelado e perfeito. É um restaurante simples com uma comida saborosa e um preço justo, que funciona o dia todo.

Fomos dormir cedo porque o dia seguinte seria desafiador!

Terceiro dia: de Ponte de Lima a Rubiães/Pecene

Este foi o dia da conquista da Labruja!

Não apenas é o dia mais longo como seguramente também é o mais difícil. Por outro lado, as paisagens são belíssimas e praticamente todo o trecho é em meio a natureza.

Saímos cedo de Ponte de Lima. O “Terraço” não tem um café da manhã completo, mas, como já disse, tem uma cozinha comunitária com alguns itens disponíveis (café expresso e leite, bem como alguns pãezinhos doces e biscoitos que eles fazem na Confeitaria Havaneza). A Liliane saiu a cata de uma padaria e voltou dizendo que bebeu o melhor café com leite da vida dela e trazendo uma boa noticia: a padaria fez três sanduíches de queijo para nosso lanche. Neste terceiro dia a questão do lanche é importante, porque, ao contrário dos outros dias, existem poucos lugares para se comer, mesmo que seja um “snack”.

Cruzamos o Largo de Camões e atravessamos a belíssima ponte sobre o Rio Lima. Logo após o término da ponte duas coisas interessantes. A esquerda há uma escultura feita em Pedra com São Tiago estilizado. Muito bonita e vale uma foto. Do lado direito o Museu Português do Brinquedo. Na véspera chegamos cansados e nem conhecemos a cidade, mas se tivéssemos tempo teríamos ido até lá. Pesquise para ver se vale a visita.

Em relação a este dia, de uma forma geral pode ser dividido em quatro pedaços (ou “troços”, como eles dizem em Portugal).

O primeiro “troço” tem mais ou menos 8 quilômetros, e uma elevação pequena mais constante, saindo de 16m em Ponte de Lima e chegando a mais ou menos 100m (ambos em relação ao nível do mar). Em menos de 1 quilometro inicia-se uma trilha mais fechada e já fora da cidade. É um aclive bem tranquilo, e o Caminho parece-se muito com a foto a seguir.

O segundo “troço” é o trecho da temida “Labruja”, a montanha que tem o nome da freguesia (em Portugal freguesia é algo menor que um povoado) que está ao seu pé. É preciso uma boa estratégia para conquistar seu topo! Em uma distância de cerca de 5 quilometro você vai subir de forma constante, com inclinações mais severas, chegando a 400m de elevação. É um trecho misto onde a subida tanto ocorre em pequenas estradas asfaltadas como em paralelepípedos. O pedaço mais crítico são os últimos 1000m, onde as vezes a caminhada vira quase uma “escalaminhada”.

O esforço vale a pena. O topo do morro é um platô onde há algumas benfeitorias do serviço florestal português e é ótimo lugar para fazer um lanche, apreciando a vista. Nós saímos de Ponte de Lima as 8:30 e estávamos com nossos sanduíches na mão por volta de de 13 horas.

Neste momento ocorreu algo inusitado. Já estávamos no topo há algum tempo quando chegou um peregrino viajando sozinho. Fez um sinal com a cabeça, descarregou o equipamento e sentou a uns 5 metros de onde estávamos. Sacou da mochila um saco de mexericas e veio nos oferecer. Para encurtar a história, falava pouco inglês, seu nome era Dalir e ele é iraniano. Cristão? Não, muçulmano. Mas estava indo para Santiago. E, até agora, fico pensando porque meus pais não me colocaram numa escola onde eu aprenderia persa e não precisaria ficar com isto na cabeça: que tipo de peregrinação um muçulmano estava fazendo numa rota que é absolutamente cristã?

Voltando ao roteiro do dia, a partir do topo há um terceiro “troço”, que é a decida da Labruja. É interessante notar que muda a face do morro e a vegetação é completamente diferente, e o Caminho decerto mais perigoso, com musgo por todos os lados (nos pareceu que este lado da montanha seria mais úmido que o da subida). Além disso, por ter subido devagar alguns podem querem ganhar tempo e, daí para sair com os joelhos machucados, é um pulo. Este é o momento de aproveitar a conquista e descer devagar e com atenção.

Optamos por almoçar um pouco além de Rubiães, no Restaurante do Constantino. Apesar de termos chegado as 16 horas, Dona Isabel nos atendeu com um belo pernil para mim e três ovos fritos para Liliane, tudo isto servido com farta porção de fritas. Assim como pode ser conferido nos reviews do Google Maps, o lugar é simples, mas o atendimento e a comida são ótimos. Uma excelente relação custo-benefício.

O quarto “troço” vai do restaurante do Constantino até o hotel Casa da Capela. Apesar de ser um trecho curto, de cerca de 4 quilômetros, é meio sofrido, porque havíamos acabado de almoçar, estávamos muito cansados e com dores em vários lugares. Havia, também, o risco de escurecer, sendo que nossas lanternas nos aguardavam no hotel dentro da mochila despachada. Fora a chuva forte, fria e constante que tivemos que aguentar por todo este trecho.

Conseguimos chegar hotel Casa da Capela (60€), que fica em Pacene, depois de Rubiães. Este hotel é novo, reformado, limpo, bonito e agradável, e a Margarida nos recebeu oferecendo o transporte para um restaurante, que tivemos que recusar pois havíamos acabado de almoçar. Como não haveria ninguém no hotel para nos atender, ela nos explicou que havia uma cozinha onde poderíamos fazer um chá mais tarde.

O dia acabou ficando muito longo, principalmente porque não haviam hotéis pelo booking.com em Rubiães (que descobrimos na Wikipédia ser uma cidade com 9 km2 e menos de 600 habitantes). A vantagem é que economizamos três quilómetros para o dia seguinte!

Índice Completo

Agradecimentos

A motivação para escrever este eBook

O Planejamento

Quanto custa fazer o Caminho?

A credencial do Peregrino

O que levar

Equipamentos essenciais

Vestuário

Acessórios

Gadgets

Itens não essenciais

Serviço de transporte de mochila

Fontes de informação

Caminho do Sol

Meu Caminho de Santiago

Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago de Compostela

www.santiago.org.br

ThatGoodTrip (www.thatgoodtrip.com/guias-do-camino-de-santiago)

O Caminho Português (eBook)

The Portuguese Way (eBook)

Recursos Tecnológicos

Compre seu iPhone em Portugal

Software GPS

Conexão internet – Móvel

Considerações importantes

Comprando internet em Portugal

Comprando internet na Espanha

“Conexão internet – WiFi

O Caminho

O Caminho em Números

Antes de Barcelos

Ponte aérea Lisboa-Porto

Chegando em Porto

Indo a Barcelos

Algumas coisas importantes antes de você começar

Sinalização do Caminho

Água

Lixo

Planeje sua chegada em Santiago de Compostela

Primeiro dia: Barcelinhos a Balugães

Segundo dia: Balugães a Ponte de Lima

Terceiro dia: de Ponte de Lima a Rubiães/Pecene

Quarto dia: Rubiães/Pacene a Tui

Quinto dia: Tui a Porriño

Sexto dia: Porriño a Redondela

Sétimo dia: Redondela a Pontevedra

Oitavo dia: Pontevedra a Calda de Reis

Nono dia: Calda de Reis a Padrón

Décimo dia: de Padrón (Lamas) a O Milladoiro

Décimo primeiro dia: de O Milladoiro a Santiago de Compostela

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