SimplíssimoO Menino Susto

O Menino Susto

e outras histórias de terror para crianças


Por Ygor Moretti

R$ 2 - Livro digital, formato ePub2 (3.1 MB)

Bônus incluso
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Resumo

Se você encontrar o Menino-Susto paradinho agachado em seu canto, é melhor que deixe ele por lá, e que você vá para outro canto qualquer, menos aquele... Mas a tal da curiosidade com certeza vai lhe atrair como um imã em direção aquele menino encolhido no canto. Será um menino, boneco ou um fantasminha? Deixe de ser curioso e não se aproxime!!! Essa e outras histórias de terror para crianças você encontrará dentro dessas páginas, aventuras, amizades e muitas risadas com algum suspense em volta, mas no fim, tudo acaba bem. Para corajosos e curiosos... Não deixe de ler e viver aventuras com o Bicho-Papão, Homem do Saco, Saci Pererê e outros personagens.
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Dados do Livro

  • Publicado em 23/09/2015
  • ISBN: 9788569333210
  • Língua: por
  • Páginas: 46
  • Formato: ePub2
  • Tamanho: 3.1 MB

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Prefácio

Enquanto escrevia o livro de contos: Do Som ao Impacto, me surgiram essas histórias quase que de forma espontânea. Após a primeira delas “O Menino Susto”, precisei apenas fazer um esforço e voltar aos dias da minha infância, onde a imaginação era o principal combustível de todas as brincadeiras. E justamente essa imaginação que dava aos momentos mais simples um certo encantamento que os manteve vivos e presentes até os dias de hoje. No entanto, ainda que a lembrança seja fácil, quase automática, escrever para crianças é tarefa das mais dificeis. Sendo assim este livro pode ser considerado um atrevimento.

Em todo caso aqui estão essas histórias, também como registro de memórias, feitas não só para as crianças de hoje, mas também para todas aquelas crianças que fomos um dia e que jamais poderão ser esquecidas!

 

O Amigo Imaginário

 

Depois das brigas com o amigo imaginário, permanecia em um longo silêncio, observando cada canto de sua casa, andando nas pontas dos pés, olhando dentro dos armários, debaixo da cama e atrás das portas. Arrependido…

Esse seu amigo que ainda não tinha um nome, nem cara formada, poderia como “vingança”, pregar-lhe um tremendo de um susto. Temia que de um momento a outro o amigo de imaginação se tornasse real e fosse capaz de devolver-lhe o sopapo. Pois normalmente todos os golpes, chutes e socos atravessavam o corpo do outro sem tocar nem machucar nínguém.

– Ei… onde você está?! Ia percorrendo os velhos esconderijos tateando os lugares com os olhos.

– Chega! Perdeu a graça. Se aparecer eu juro; te dou um nome e pensamos como será a sua cara. Mas o amigo invisivel não acreditava mais nesses truques e falsas promessas. Contudo, para por fim a briga e não perder mais tempo antes de outra brincadeira, foi aparecendo aos poucos, devagar para não assustar.

Foi se materializando no ar, na frente do outro que se aproximou e tocou seu ombro dizendo: – Está com você! Saindo correndo pelos corredores da casa rumo ao quintal. Introduzir outra brincadeira era também uma maneira de se esquecer da promessa feita ou apenas não ter de cumpri-la.

O menino e o amigo imaginário e inseparável, já possuíam os mesmos gostos para brincadeiras, estavam de acordo com a maioria das regras, faltava ainda torcer pelo mesmo time, mas isso nunca aconteceria mesmo. Noutro dia houve outra briga e cada um foi para o seu canto. Mais tarde, o garoto viu de relance o amigo imaginário falando com alguém. Foi se aproximando em silêncio, queria saber com quem conversava, que outra pessoa podia vê-lo? Ou ele tinha deixado de ser imaginário e se tornado um menino real? Pensou:

– Enlouqueceu! Pois falava, ria, e brincava com alguém que não podia ser visto.

– Afinal com quem você está falando? Ficou doido?

O amigo imaginário surpreso e sem graça deu um salto pra trás, baixou a cabeça e tentou se explicar:

– Esse… é o meu amigo imaginário, ele se chama Rolf… E o menino permaneceu olhando sem enxergar, se afastando percebendo que por causa de suas intrigas o seu amigo imaginário tinha imaginado outro amigo, menos mandão e rabugento que ele.

Um pouco mais distante ainda podia ouvir as gargalhadas de um e imaginar a piada que o outro contava, ouvia os gritos de gols e os barulhos da correria pela casa, enquanto que em silêncio, sozinho, lamentava por ter sido tão bobo.

Depois cansado de ficar parado sem brincadeiras, se levantou se aproximou do amigo, amarrou bem os cadarços do tênis de corrida e disse baixinho antes de sair em disparada:

– Amigo… me desculpe…

Enquanto corria e alcançava maiores velocidades, ia percebendo a presença do amigo imaginário competindo, brincando novamente com ele. Amigo que jamais faltava a uma de suas brincadeiras, mais do que imaginário, era seu amigo de verdade…

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