Para fugir dos hackers, investidores guardam bitcoins em papel

Eduardo Melo Ebooks

A matéria a seguir, publicada no jornal O Globo, apenas reforça as muitas qualidades indispensáveis do papel, em nossas vidas digitais…

Para tentar escapar dos cibercrinosos, investidores estão seguindo um caminho pouco usual no mundo digital: a impressão dos bitcoins em papel. Amedrontados pelo recente ataque que fez cerca de US$ 500 milhões desaparecerem dos servidores da Mt.Gox, alguns adeptos da moeda virtual optaram por guardar seus títulos high-tech em cofres, como fazem com o dinheiro tradicional.

Normalmente, os bitcoins são armazenados em carteiras virtuais em operadoras como a Mt.Gox, que pediu concordata por causa das perdas causadas por hackers. Cada carteira possui um número único, e sem ele não é possível movimentar a moeda.

– A única maneira de acessar aquele endereço com os bitcoins está num pedaço de papel – disse à Reuters Chung Cheong, que guarda seu precioso número em um cofre de banco. – Eu rezo para que não aconteça um incêndio no banco. Se isso acontecer, é muito azar.

O bitcoin roda sobre uma rede de computadores que resolve complexos problemas matemáticos como parte do processo que verifica e armazena detalhes de cada transação com a moeda. A Mt.Gox era a maior operadora do mundo, por isso o caso ganhou tanto destaque, mas o roubo virtual é um problema que acompanha o bitcoin desde que ele foi lançado, em 2009. A firma de segurança Trustwave divulgou esta semana que cibercriminosos infectaram centenas de milhares de computadores com um vírus chamado “Pony”, construído especificamente para o roubo de bitcoins.

Para Vinny Lingham, do-fundador da start-up Gyft, os ataques massivos contra a Mt.Gox e outras operadoras neste mês fizeram as pessoas repensarem o modo que elas armazenam suas poupanças virtuais.

Pela alta valorização que o bitcoin alcançou recentemente, a moeda virtual começou a chamar atenção de criminosos, seja no mundo virtual como no real. O temor é tanto que alguns investidores anotam os números de suas carteiras em papel e o dividem, guardando cada pedaço em um lugar diferente.

– Você pode guardar no papel, com advogados, num cartão SD. Mas qualquer que seja a estratégia, ela é irrelevante se você contar para alguém – afirmou Lingham.

Fonte: O Globo

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Sobre o autor

Eduardo Melo

Eduardo Melo é fundador da Simplíssimo e seu diretor-executivo desde 2010. É licenciado em História e Mestre em Teoria da Literatura.

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