Pirataria Sofre Novo Golpe: 3 Sites Fechados Após Ações da ABDR

Eduardo Melo Autores, Ebooks, Notícias 3 Comments

A vida dos piratas já foi mais fácil. Pelo menos três conhecidos sites piratas saíram do ar nos últimos dias.

De acordo com o twitter do Livros de Humanas, o administrador do site soube da ação da ABDR no dia 17/05, que teria sido movida contra o pai do administrador, dono do cartão de crédito usado para manter o site. Não é a primeira vez que o Livros de Humanas é tirado do ar. Ano passado, quando era hospedado em um serviço de blogs, saiu do ar após ação judicial da Editora Sulina. Já naquela época, a ABDR enviava emails para os responsáveis pelo site, segundo a entrevista do administrador do site para O Globo em abril de 2011.

Outros dois conhecidos piratas, o CompletosBR e o Nodevac.com, também saíram do ar. O Revolução Ebook apurou algumas semanas atrás que o CompletosBR foi responsável pela publicação de um torrent com mais de 1.300 ebooks em português – a maioria deles, cópias digitalizadas de versões impressas. O site funcionava como uma espécie de clube, aceitando inscrições apenas de pessoas indicadas por quem já fosse membro do site, e arrecadando fundos mensalmente para custear a pirataria, prática que parece comum entre os piratas brasileiros. Além disso, o CompletosBR também oferecia a quem contribuísse acesso antecipado a novos arquivos copíados ilegalmente.

Apesar das iniciativas da ABDR, há sites que passam incólumes, como o epubr.com.br – que recentemente fez uma rifa entre seus simpatizantes. O site aceita doações via Pagseguro, PayPal, diretamente em contas bancárias (veja imagem ao fim do texto) e também arrecada fundos através de publicidade, notadamente do Google Adsense. Eles também lucram, indiretamente, com a pirataria do conteúdo alheio.

Muita gente argumenta que ações judiciais não impedem as trocas de arquivos. É um fato. E se observarmos bem, as ações judiciais, ao menos no Brasil, seguem esse raciocínio. A ABDR e as editoras não perdem tempo acionando usuários comuns, e tem feito a correta distinção entre pirataria e compartilhamento. Elas buscam dois grupos: os indivíduos que tentam lucrar com o trabalho alheio, arrecadando dinheiro das pessoas em troca de coisas que não lhes pertencem; e as pessoas que criam centrais organizadas de pirataria, distribuindo centenas ou milhares de arquivos simultaneamente. O consumidor comum, habituado a emprestar livros, a gravar filmes e emprestar aos amigos (muita gente já fazia isso, desde o tempo do VHS…), definitivamente não é o alvo.

De todo modo, estes sites realmente acabam voltando ao ar. Além do Livros de Humanas, outro “Lázaro” pirata é o site iOSBooks. Fechado após sofrer uma ação da ABDR em janeiro, agora o endereço redireciona seus visitantes para o endereço iOSfilmes.com. O novo site não oferece livros, apenas filmes e séries. Pelo visto, as editoras incomodam mais que as gravadoras e as distribuidoras de filmes.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

Sobre o autor

Eduardo Melo

Eduardo Melo é fundador da Simplíssimo e seu diretor-executivo desde 2010. É licenciado em História e Mestre em Teoria da Literatura.

SimplíssimoPirataria Sofre Novo Golpe: 3 Sites Fechados Após Ações da ABDR

Comments 3

  1. Eu acho lamentável que as editoras lancem poucos ebooks, cobrem preços extorsivos, chegando a superar o preço em papel, coloquem um DRM abusivo que te IMPEDEM de ler no Kindle e mesmo de ler em vários lugares diferentes, e ainda queiram se fazer de vitima! Eu me senti lesado quando comprei o eBook do Walking Dead na Saraiva e descobri que não poderia ler no meu Kindle!

    Comprei um livro legalizado e fui obrigado torna-lo ilegal (retirar o DRM e converter para MOBI) porque as editoras brasileiras estão pouco se lixando para os seus consumidores. E ainda querem alguma consideração? Me poupa né…

    Outro exemplo é o preço EXTORSIVO que a Agir esta cobrando nos eBooks do Sherlock Holmes. Eles querem mais de R$ 120 no eBook da obra completa, que diga-se de passagem é de domínio publico, ou seja, não precisam pagar direito autoral nenhum.

    O compartilhamento ilegal de arquivos só vai começar a diminuir quando as empresas aprenderem a serem justas com seus consumidores, enquanto elas não ligarem para eles, eles também não ligarão para elas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Currently you have JavaScript disabled. In order to post comments, please make sure JavaScript and Cookies are enabled, and reload the page. Click here for instructions on how to enable JavaScript in your browser.