Pirataria já virou tradição no Brasil

19/05/2012
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por Thais Bohn
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Em mais uma investida contra a pirataria, a ABDR – Associação Brasileira de Direitos Reprográficos – entrou com medidas judiciais contra sites que disponibilizam cópia digital integral de livros sem qualquer tipo de autorização legal. Na data de hoje, alguns sites já estão fora do ar com uma breve mensagem explicando o motivo, qual seja, a ação judicial.

A pirataria já virou quase uma tradição no país, que tem todo um histórico de predominância do mercado informal em diferentes áreas – como exemplo principais, a indústria musical e cinematográfica.

A questão é que as pessoas que compram um CD pirata ou um filme pirata sabem que estão fazendo algo errado, algo contra a lei e principalmente algo visto como “politicamente incorreto”. É claro que as campanhas anti-pirataria que todos temos que ver antes de assistir qualquer filme alugado colaboraram bastante para isso.

Porém, não há nenhuma mensagem anti-pirataria no início de um livro. As campanhas anti-pirataria de livros são muito menos abrangentes e muito menos eficazes do que, por exemplo, as campanhas do mercado cinematográfico – talvez até pela insignificância do mercado editorial diante do mercado cinematográfico em termos econômicos.

O que surpreende não é só o fato de que as pessoas que pirateiam livros não acharem que estão fazendo algo de errado. O problema é elas acharem que estão fazendo algo admirável, estão fazendo a revolução, acreditam estarem lutando pelos mesmos valores que os autores que elas admiram lutam. Isso é uma imensa inversão de valores. É esse tipo de atitude que ajuda para o fato de autores ganharem tão mal no Brasil, os livros serem cada vez mais caros, e as editoras estarem cada vez menos dispostas a investir no mercado dos livros digitais.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

19/05/2012
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por Thais Bohn
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Em mais uma investida contra a pirataria, a ABDR – Associação Brasileira de Direitos Reprográficos – entrou com medidas judiciais contra sites que disponibilizam cópia digital integral de livros sem qualquer tipo de autorização legal. Na data de hoje, alguns sites já estão fora do ar com uma breve mensagem explicando o motivo, qual seja, a ação judicial.

A pirataria já virou quase uma tradição no país, que tem todo um histórico de predominância do mercado informal em diferentes áreas – como exemplo principais, a indústria musical e cinematográfica.

A questão é que as pessoas que compram um CD pirata ou um filme pirata sabem que estão fazendo algo errado, algo contra a lei e principalmente algo visto como “politicamente incorreto”. É claro que as campanhas anti-pirataria que todos temos que ver antes de assistir qualquer filme alugado colaboraram bastante para isso.

Porém, não há nenhuma mensagem anti-pirataria no início de um livro. As campanhas anti-pirataria de livros são muito menos abrangentes e muito menos eficazes do que, por exemplo, as campanhas do mercado cinematográfico – talvez até pela insignificância do mercado editorial diante do mercado cinematográfico em termos econômicos.

O que surpreende não é só o fato de que as pessoas que pirateiam livros não acharem que estão fazendo algo de errado. O problema é elas acharem que estão fazendo algo admirável, estão fazendo a revolução, acreditam estarem lutando pelos mesmos valores que os autores que elas admiram lutam. Isso é uma imensa inversão de valores. É esse tipo de atitude que ajuda para o fato de autores ganharem tão mal no Brasil, os livros serem cada vez mais caros, e as editoras estarem cada vez menos dispostas a investir no mercado dos livros digitais.

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