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Preço Dos eBooks x Impressos – Uma (i)lógica Estranha?

Maurem Kayna Ebooks 5 Comments

Já é usual a choradeira sobre o preço elevado dos eBooks no Brasil e, não raro, este é um dos fatores citados como responsável pelo tamanho das vendas desse “produto” em nossas terras. Mas vamos dar uma olhadinha prática em como está a situação nessa época de consumo aquecido, quando todos aguardam o bom velhinho.

Não se trata de uma exaustiva pesquisa, tampouco se espere aqui critérios estatísticos. Fiz uma rápida recorrida aos sites de 3 livrarias online nacionais comparando o preço e a disponibilidade de apenas uns poucos títulos. Também chequei a disponibilidade de cada um deles na Kindle Store (em vão).

Vejamos o caso da biografia de Steve Jobs que estou lendo (a de Isaacson). O eBook custa os mesmos R$28,90 em todos os sites, exceto na Amazon, onde custa o equivalente a R$21,58 (mas só está disponível em inglês). Já a versão impressa variou um tantinho de nada, mas a diferença média de valor entre o eBook e o livro físico foi de 26%. A diferença na Amazon é de 33%.

No caso do badalado novo livro do Jô Soares (As Esganadas) a diferença é bem menor – na média 20%, mas chegou a apenas 16% (Gato Sabido / Submarino).

Comparei também o Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, que não é meu gênero, mas como esteve em pauta no Kindle Blog Brasil, quis verificar. Aqui encontrei o caso mais curioso, pois a diferença foi de -0,36% a 30%. Ou seja, na Saraiva, a versão eBook custa mais caro que a impressa (considerando a impressão default, não a edição especial).

Depois fui atrás de alguns títulos que me interessavam, como Nelson Rodrigues, Lya Luft (da fase ficção) e outros que não estão nos destaques dos sites. No geral a diferença de preço entre o impresso e o digital fica na casa dos 30%. O que não é muito distinto de vários títulos na Amazon.

Conclusões? Não exatamente… Constato a aparente falta de uma política lógica ou geral para estabelecer essa diferença e fico me questionando o quanto o preço do eBook é realmente um fator determinante no atual cenário de vendas dos livros digitais no Brasil.  Então, deixo a pergunta: O que te faz não comprar eBooks??? E o que te faz (ou faria) comprar??

Para publicar seu livro em ebook ou impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Nossos números são difíceis de bater: desde 2010, a Simplíssimo comercializou mais de 1 milhão de exemplares e publicou mais de 1.000 ebooks e livros impressos. Veja como funciona a publicação para seu livro, aqui.

 

SimplíssimoPreço Dos eBooks x Impressos – Uma (i)lógica Estranha?

Comments 5

  1. Ótimo post Maurem, parabéns!

    Sim, para mim, em si tratando de Brasil, em primeiro lugar vem o preço. Atualmente nunca comprei um ebook que custasse o mesmo preço que o livro impresso aqui no Brasil. Principalmente quando estamos falando em ebooks com DRM, onde a liberdade de utilização é fortemente ferida.

    Há poucos dias comprei o livro “O Atlas Esmeralda”, cuja diferença de preço está expressiva: 17,90 contra 34,90 na Livraria Cultura. Agora, se a versão digital custasse a partir de 30,00 eu optaria pela versão impressa.

    Quero deixar claro que não considero o ebook inferior ao livro impresso em geral. Eu considero o ebook brasileiro (considerando as principais livrarias) inferior à versão impressa.

    O serviço de ebooks brasileiro ainda é muito pobre. As livrarias não oferecem nada além de um “arquivo travado” e uma aplicação e leitura patética (tentem usar o software da Saraiva para Android…), isto quando oferecem.

    Agora, considerando o cenário da Amazon, mesmo possuindo o DRM, eu prefiro os ebooks. E não estou levando em consideração o magnífico benefício de não esperar pela entrega internacional.

    Considero o serviço da Amazon plenamente satisfatório ao leitor, visto seu conjunto de recursos como: disponibilidade em nuvens, sincronização automática, dicionário integrado, acervo imenso (em inglês), opção de “Try a sample” (o que aliás, deveria ser tratado como recurso indispensável, mas até hoje não encontrei em nenhuma livraria verde e amarela), entre outros detalhes…

    Atualmente eu costumo brincar dizendo: Quer ler ebook no Brasil? Aprenda inglês e compre da Amazon!

    Triste realidade!

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      pois é Luis, a realidade é um pouco triste mesmo. A falta da disponibilização de amostras nas nossas livrarias é um pecado grave, que não sei se tem relação com uma certa vontade de algumas editoras e livrarias de que o negócio realmente não decole ou se é pura falta de visão de negócio.

      1. Sim, as faltas de amostras são um imenso “crime”, e um tiro no pé. Eu me recuso a comprar um livro digital – ainda mais aqui no Brasil, com o preço que está – sem ver o que tem dentro. Todo mundo passeia pelas livrarias folheando livros, é essencial podermos fazer o mesmo nas livrarias virtuais.

        Eu creio que seja mesmo falta de organização e logística. Eles teriam que “perder mais tempo” produzindo um excerto decente do livro. E digo decente porque no Google Books muitas vezes o que temos são as primeiras 20 páginas de porcaria que alguns livros costumam ter, e isso precisa ser curado.

  2. Realmente, essa realidade é triste, porém, prefiro acreditar que será temporária. Acho que com o tempo as livrarias onlines brasileiras irão se adaptar ao mercado e ofereer melhores serviços, principalmente após a tão esperada chegada da Amazon no Brasil (e espero que outras venham também!).

    Para mim o que me faz desistir da compra de um e-book são 2 fatores:
    – preço muito próximo à versão impressa
    – presença de muitas figuras / tabelas / gráficos que podem ficar prejudicados na tela do e-reader, em especial devido à limitação das cores (mas isso tende a mudar com a novidade das telas coloridas).

    Espero também um dia poder ter mais “controle” sobre meu e-book, podendo lê-lo em qualquer dispositivo que me agrade, podendo fazer quantas cópias quiser para evitar sua perda, podendo emprestá-lo, enfim…

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      Carolina, esse problema das imagens vale para publicações técnicas ou livros de arte… já a limitação do DRM, é contornável, ainda que o desejável mesmo seria a mudança de estratégia das lojas para evitar pirataria.

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