Reino Unido: 50% dos autores de eBooks fatura menos de R$ 1.000/ano

Fabiano Battaglia Autores, Ebooks Deixe um comentário

Apesar da sensação causada por astros da publicação independente, como Amanda Hocking e E. L. James, o valor médio recebido por autores adeptos ao estilo “faça você mesmo” foi de apenas R$ 20 mil  no ano passado, sendo que, metade deles, receberam menos de R$ 1.000.

Com as vendas de Amanda Hocking chegando a R$ 5 milhões e a obra de E. L. James, Fifty Shades of Grey, avançando para um contrato de seis dígitos com editoras tradicionais, o segmento pode parecer uma mina de ouro para aspirantes a escritor. Porém, uma pesquisa com mais de mil escritores independentes – uma das mais abrangentes realizadas até o momento – descobriu que, enquanto uma pequena porcentagem de autores somaram mais de 100 mil dólares em 2011, a média de faturamento foi de apenas 10 mil dólares. Vale destacar que esse valor médio é bastante influenciado pela elite do ranking, ou seja, os 10% do topo respondem por 75% do faturamento.

Os organizadores da pesquisa, Dave Cornford e Steven Lewis, aconselham aqueles que buscam bons resultados no segmento a focar no gênero Romance.  Autores dessa categoria ganharam 170% a mais se comparado com seus pares. Aqueles que se arriscaram na ficção científica, por exemplo, respondem por 38% da média de 20 mil reais. Realismo fantástico ficou com 32% e ficção com 20%.

Também ajuda se você for do sexo feminino e tiver formação superior.  Do total de escritores que indicaram na pesquisa que poderia sobreviver exclusivamente dos rendimentos de suas obras, 68% são mulheres e 33% têm diploma. Os melhores colocados do ranking são dedicados ao ofício de escrever: produzem por dia, em média, textos com 2.047 palavras.

Existe ainda o caminho contrário. Jackie Collins – autora com 28 romances publicados no sistema tradicional, sendo que todos eles com passagem na lista de best-sellers do jornal New York Times – tem planos de publicar uma versão revisada de seu romance “The Bitch” (sem edição brasileira) no formato independente. A pesquisa aponta boas perspectivas para esta iniciativa. Autores consagrados no sistema tradicional ganham 2,5 vezes mais do que escritores que aderiram diretamente à publicação independente. O que sugere, segundo Cornford e Lewis, que as editoras tradicionais “são árbitros confiáveis” e que os leitores entendem que a obra desses escritores passaram pelo crivo de qualidade das editoras (mesmo que seja um critério de viabilidade de mercado) que o publicaram originalmente.

Como ficam os autores de primeira viagem então? A pesquisa aconselha que, nestes casos, eles procurem ajuda (profissional ou não). Os que contaram com auxílio na criação de capas mais atraentes faturaram 34% a mais do que a média. Consultoria com edição e revisão contribuíram com um acréscimo de 13% no faturamento.

A pesquisa conclui que os leitores estão ávidos para ter acesso a novos autores, novas vozes, porém não desejam obras amadoras, sem cuidados na edição ou revisão. Há muito mais a fazer do que  simplesmente colocar um link de sua obra na Amazon. Muitos autores ainda não se deram conta disso e sob este ponto de vista, o baixo faturamento médio neste segmento (em torno de R$ 1.000,00) não representa uma surpresa.

Fonte: Stop the press: half of self-published authors earn less than $500 | Books | guardian.co.uk.

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