A Resposta Da Barnes & Noble

da Redação Ebooks, Mercado Deixe um comentário

>> Setor Nook sofrerá adequações, ritmo de abertura de novas livrarias continuará e investimentos novos virão por aí

O core business da Barnes & Noble é vender livros. Desenvolver e manter um setor de hardware só é rentável à medida em que as vendas na ebookstore subsidiam as perdas, como acontece com a Amazon. A situação da B&N no momento não é nada boa, e William Lynch, CEO da companhia garante: “não vamos continuar fazendo o que temos feito”.

As vendas no setor Nook caíram 26% no terceiro trimestre fiscal da companhia, encerrado em 31 de janeiro. Já as vendas de conteúdo tiveram um modesto crescimento, de 6,8%, longe de ser suficiente para cobrir o prejuízo: o Publishers Weekly destacou que os principais motivos foram não apenas o déficit de vendas, mas os altos custos de manutenção dos estoques e despesas com as operações – só no último trimestre foram US$ 59 milhões a mais gastos com estocagem.

“Para acomodar um negócio menor, a B&N está calibrando o modelo de negócios do Nook e implementando um programa de redução de custos que deverá reduzir significativamente as despesas”, afirmou o executivo, em uma conferência com analistas após a divulgação dos resultados. A expectativa para os próximos três meses é que a receita do Nook some US$ 2,5 bilhões, ante uma previsão anterior de US$ 3 bilhões.

A análise do Publishers Weekly revela:

Lynch diz acreditar que a B&N pode aumentar o negócio de conteúdo digital sem o hardware [grifo nosso], embora continue a vender os já fabricados dispositivos Nook durante o ano fiscal de 2014, que se inicia em 1 de maio. Lynch acrescenta que há muito espaço para crescimento em educação digital e que a B&N fará anúncios futuros nesse campo.

Educação digital é um dos ramos de atuação de empresas como a Pearson e a brasileira Abril. Com o aumento na oferta e demanda de cursos a distância, esse pode ser um ramo promissor, mas a B&N terá que dispor de boas estratégias para driblar (ou peitar) os gigantes que atuam há anos nesse segmento. Se duvida, veja aqui os números divulgados pela Pearson.

E as livrarias?

A reportagem do The Wall Street Journal apontou que a B&N estaria acelerando o fechamento de unidades físicas. Na conferência pós-resultados, Mitch Klipper – executivo da B&N citado como fonte na reportagem – fez questão de colocar panos quentes na história. No último trimestre, foram fechados 14 unidades e abertas duas, deixando a rede com 677 pontos de venda ativos – 95% deles lucrativos.

Ainda assim, nos últimos dez anos, foram fechados entre 12 e 20 lojas por ano, sobretudo as mal administradas ou que simplesmente davam prejuízo, conforme já foi publicado aqui no ReB. Segundo Klipper, essa tendência deve se manter nos próximos anos. Um terço das livrarias seria fechado em uma década. “Em 10 anos, teremos 450 ou 500 lojas”, disse Klipper.

Com informações do Publishers Weekly

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