Resumo do Readers 2.0 no Rio de Janeiro

15/05/2010
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por Eduardo
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Diretamente aqui do RJ na manhã de sábado, assistindo o debate sobre os e-books, organizado pelos Jornalistas da Web na Facha, faculdade de comunicação.

Por enquanto, fica no ar um resumo das falas dos convidados. Segunda-feira, trago ao ar uma avaliação do encontro. Então o resumo:

Ana Claudia Ribeiro deu um histórico interessante sobre e-papers e um histórico do papel e dos suportes livros ao longo do tempo.

Aline Polycarpo, do Infoglobo, trouxe dados muito interessantes sobre o uso e a busca de informações na rede, focada na questão da mobilidade. Um breve histórico sobre o jornal O Globo e o pioneirismo do jornal nas versões Kindle e iPad. Comparações entre o Kindle e o iPad. iPad muito mais abrangente e com mais possibilidades de uso do que o Kindle, que é limitado, inclusive para a produção de conteúdo. iPad exigiu escolhas do jornal, priorizações: por enquanto o acesso é grátis, porque o pessoal do Globo está testando e aprendendo o modelo a ser usado no iPad.

Situação atípica: internautas compram e-books pensando que estão comprando livros impressos

Carlos Eduardo, da Gato Sabido, explicou o contexto do lançamento da sua livraria online, a Gato Sabido. Conta que antes da estreia os e-books eram desacreditados no Brasil, mas mesmo assim foram adiante. Diz que as editoras não estavam preparadas para os e-books. Ele descobriu que a maioria das editoras, no começo de 2010, não sabiam onde estavam seus arquivos ou não sabiam como preparar os seus arquivos para produzir e-books. A maioria sequer tinha direitos eletrônicos sobre as obras. O acervo de títulos em português é reduzido. Muita dificuldade para lançar e-books em livrarias. Cita a Cultura e Saraiva como exemplos de livrarias que chegam ao mercado. Mas conteúdo ainda é o desafio: falta conteúdo. Faltam títulos. Leitores reclamam. Pede que as pessoas cobrem os editores para disponibilizar seu conteúdo na rede como e-book. Sobre o preço dos e-books, ele diz que pagaria R$ 30,00 por um e-book, pela praticidade e conveniência que ele representa. Comenta a questão da evolução tecnológica do suporte dos textos, desde o código de Hamurabi (em pedra, quase dois milênios antes de Cristo) até aqui. Editoras têm muitas dificuldades para posicionar livros impressos nas livrarias. Ele exibiu o clássico vídeo sobre a introdução do livro impresso atual, para uma pessoa acostumada com papiros. Comenta situações de pessoas que compram e-books achando que na verdade são livros impressos, e pessoas que compram para ler o Kindle e não conseguem abrir os e-books nesse aparelho. Ele explica que a Gato Sabido usa DRM nos livros por demanda das editoras, mas que acredita que os livros deveriam ser vendidos sem a proteção.

Polêmica sobre o preço dos livros. Ana Cláudia da e-papers lembra que a pirataria de e-books pressiona os preços dos impressos, especialmente dos livros voltados para o público acadêmico. Vidal, da vieira & lent, comenta que os preços dos e-books devem ser mais baixos para potencializar as vendas. Ana Cláudia comenta que livros são caros. Ela entende que DRM protege, mas restringe o uso dos e-books. A cópia é um mal necessário. DRM é um problema, mas é a solução que a indústria tem. Para contrapor o preço de R$ 30,00 de um livro, ela compara isso com uma rodada de chopp e questiona a percepção de que livros são caros.

A presidente da Libre questiona a questão da cobrança recair sobre os editores, recordando que os editores são principais na cadeia do negócio e não devem ser desprezados no mercado de e-books.

Uma polêmica foi a questão do uso do DRM/Social DRM nos livros. A e-paper já usa Social DRM em seus livros e tem tido sucesso: não encontra livros piratas na rede. E a e-paper não usar o DRM tradicional da Adobe, apenas inclui nos livros os dados do comprador.

Outra questão polêmica foi a questão do formato. Na visão de Ana Claudia Ribeiro, o PDF já é uma tecnologia estabelecida e preferível ao ePub. Para Carlos Eduardo, o uso do PDF pode ser uma alternativa para os e-books.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

15/05/2010
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por Eduardo
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Diretamente aqui do RJ na manhã de sábado, assistindo o debate sobre os e-books, organizado pelos Jornalistas da Web na Facha, faculdade de comunicação.

Por enquanto, fica no ar um resumo das falas dos convidados. Segunda-feira, trago ao ar uma avaliação do encontro. Então o resumo:

Ana Claudia Ribeiro deu um histórico interessante sobre e-papers e um histórico do papel e dos suportes livros ao longo do tempo.

Aline Polycarpo, do Infoglobo, trouxe dados muito interessantes sobre o uso e a busca de informações na rede, focada na questão da mobilidade. Um breve histórico sobre o jornal O Globo e o pioneirismo do jornal nas versões Kindle e iPad. Comparações entre o Kindle e o iPad. iPad muito mais abrangente e com mais possibilidades de uso do que o Kindle, que é limitado, inclusive para a produção de conteúdo. iPad exigiu escolhas do jornal, priorizações: por enquanto o acesso é grátis, porque o pessoal do Globo está testando e aprendendo o modelo a ser usado no iPad.

Situação atípica: internautas compram e-books pensando que estão comprando livros impressos

Carlos Eduardo, da Gato Sabido, explicou o contexto do lançamento da sua livraria online, a Gato Sabido. Conta que antes da estreia os e-books eram desacreditados no Brasil, mas mesmo assim foram adiante. Diz que as editoras não estavam preparadas para os e-books. Ele descobriu que a maioria das editoras, no começo de 2010, não sabiam onde estavam seus arquivos ou não sabiam como preparar os seus arquivos para produzir e-books. A maioria sequer tinha direitos eletrônicos sobre as obras. O acervo de títulos em português é reduzido. Muita dificuldade para lançar e-books em livrarias. Cita a Cultura e Saraiva como exemplos de livrarias que chegam ao mercado. Mas conteúdo ainda é o desafio: falta conteúdo. Faltam títulos. Leitores reclamam. Pede que as pessoas cobrem os editores para disponibilizar seu conteúdo na rede como e-book. Sobre o preço dos e-books, ele diz que pagaria R$ 30,00 por um e-book, pela praticidade e conveniência que ele representa. Comenta a questão da evolução tecnológica do suporte dos textos, desde o código de Hamurabi (em pedra, quase dois milênios antes de Cristo) até aqui. Editoras têm muitas dificuldades para posicionar livros impressos nas livrarias. Ele exibiu o clássico vídeo sobre a introdução do livro impresso atual, para uma pessoa acostumada com papiros. Comenta situações de pessoas que compram e-books achando que na verdade são livros impressos, e pessoas que compram para ler o Kindle e não conseguem abrir os e-books nesse aparelho. Ele explica que a Gato Sabido usa DRM nos livros por demanda das editoras, mas que acredita que os livros deveriam ser vendidos sem a proteção.

Polêmica sobre o preço dos livros. Ana Cláudia da e-papers lembra que a pirataria de e-books pressiona os preços dos impressos, especialmente dos livros voltados para o público acadêmico. Vidal, da vieira & lent, comenta que os preços dos e-books devem ser mais baixos para potencializar as vendas. Ana Cláudia comenta que livros são caros. Ela entende que DRM protege, mas restringe o uso dos e-books. A cópia é um mal necessário. DRM é um problema, mas é a solução que a indústria tem. Para contrapor o preço de R$ 30,00 de um livro, ela compara isso com uma rodada de chopp e questiona a percepção de que livros são caros.

A presidente da Libre questiona a questão da cobrança recair sobre os editores, recordando que os editores são principais na cadeia do negócio e não devem ser desprezados no mercado de e-books.

Uma polêmica foi a questão do uso do DRM/Social DRM nos livros. A e-paper já usa Social DRM em seus livros e tem tido sucesso: não encontra livros piratas na rede. E a e-paper não usar o DRM tradicional da Adobe, apenas inclui nos livros os dados do comprador.

Outra questão polêmica foi a questão do formato. Na visão de Ana Claudia Ribeiro, o PDF já é uma tecnologia estabelecida e preferível ao ePub. Para Carlos Eduardo, o uso do PDF pode ser uma alternativa para os e-books.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

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