Sem valor didático, apps para bebês podem ser prejudiciais

24/08/2013
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por Eduardo Melo
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Muitos pais acham o máximo quando seus filhos bem pequenos, ainda bebês, brincam no iPad, acreditando que esta interação ajuda os filhos pequenos a se desenvolver melhor. Estes pais não sabem, mas o efeito pode ser justamente o contrário.

Empresas de porte, como Disney, Fischer-Price, conhecidas fornecedoras de conteúdo e produtos infantis, estão na mira de uma entidade sem fins lucrativos, nos EUA, que denuncia as empresas por venderem supostos “aplicativos educacionais”, que na prática seriam apenas entretenimento.

A reportagem é do New York Times (republicada pela Folha). Confira este trecho:

Segundo essas queixas, as empresas propagandeiam que seus aplicativos ensinam habilidades espaciais, números, linguagem ou habilidades motoras aos bebês. Mas, afirmam os críticos, não há provas científicas de que os produtos garantam tais benefícios.

“A indústria é notória por comercializar produtos como sendo educativos, quando, na verdade, não há provas de que o sejam”, disse Susan Linn, diretora da Campanha para uma Infância Livre de Comércio, em Boston.

O grupo argumenta que o uso desses aplicativos “pode até ser prejudicial para bebês”. Linn afirmou que os programas podem roubar tempo de outras atividades, como brincadeiras manuais criativas ou momentos frente a frente com adultos afetuosos. Segundo ela, a Associação Americana de Pediatria recomenda que os pais evitem mídias com telas para crianças menores de dois anos.

As empresas argumentam que não oferecem soluções mágicas, mas uma ajuda para “pais com bebês”.

Uma pesquisa publicada alguns meses atrás, já indicava que um ebook interativo gerava menos retenção de conteúdo entre crianças bem novas, do que um ebook de texto lido em voz alta por um dos pais. Em outras palavras: a ferramenta, sozinha, pouco ajuda um bebê, ou uma criança, a se desenvolver. Para a interação com o aplicativo ou ebook ter algum aproveitamento, o fator pai/mãe/responsável precisa estar logo ao lado. Há certa coisas que os apps nunca serão capazes de substituir…

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

24/08/2013
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por Eduardo Melo
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Muitos pais acham o máximo quando seus filhos bem pequenos, ainda bebês, brincam no iPad, acreditando que esta interação ajuda os filhos pequenos a se desenvolver melhor. Estes pais não sabem, mas o efeito pode ser justamente o contrário.

Empresas de porte, como Disney, Fischer-Price, conhecidas fornecedoras de conteúdo e produtos infantis, estão na mira de uma entidade sem fins lucrativos, nos EUA, que denuncia as empresas por venderem supostos “aplicativos educacionais”, que na prática seriam apenas entretenimento.

A reportagem é do New York Times (republicada pela Folha). Confira este trecho:

Segundo essas queixas, as empresas propagandeiam que seus aplicativos ensinam habilidades espaciais, números, linguagem ou habilidades motoras aos bebês. Mas, afirmam os críticos, não há provas científicas de que os produtos garantam tais benefícios.

“A indústria é notória por comercializar produtos como sendo educativos, quando, na verdade, não há provas de que o sejam”, disse Susan Linn, diretora da Campanha para uma Infância Livre de Comércio, em Boston.

O grupo argumenta que o uso desses aplicativos “pode até ser prejudicial para bebês”. Linn afirmou que os programas podem roubar tempo de outras atividades, como brincadeiras manuais criativas ou momentos frente a frente com adultos afetuosos. Segundo ela, a Associação Americana de Pediatria recomenda que os pais evitem mídias com telas para crianças menores de dois anos.

As empresas argumentam que não oferecem soluções mágicas, mas uma ajuda para “pais com bebês”.

Uma pesquisa publicada alguns meses atrás, já indicava que um ebook interativo gerava menos retenção de conteúdo entre crianças bem novas, do que um ebook de texto lido em voz alta por um dos pais. Em outras palavras: a ferramenta, sozinha, pouco ajuda um bebê, ou uma criança, a se desenvolver. Para a interação com o aplicativo ou ebook ter algum aproveitamento, o fator pai/mãe/responsável precisa estar logo ao lado. Há certa coisas que os apps nunca serão capazes de substituir…

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  1. Que gente idiota! Querem proibir tudo.

    “Não tem mimimi comprovação mimimi cientifica mimimi” Agora para produzir qualquer conteúdo para criança tem que fazer avaliação siêntifica? Pois essa criatura é cientificamente cretina se acha que alguém que não ela tem a obrigação de cuidar da educação do próprio filho. Deus me livre de gente do bem! Eles ainda vão obrigar todos a fazer lobotomia em nome de algum propósito “humanista”.

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