Congresso do Livro Digital irá repetir, pelo quarto ano, tema da palestra inaugural

eduardo Autores, Ebooks, Mercado, Notícias

— A partir de hoje, estreamos aqui no Revolução uma nova coluna: Massa Crítica. A nova coluna, com periodicidade quinzenal, lançará um olhar crítico (e às vezes, ácido…) sobre o mercado e as novidades relacionadas a ebooks. Apreciem com moderação!

A CBL (Câmara Brasileira do Livro) anunciou, esta semana, a palestra inaugural do seu 5o. Congresso Internacional CBL do Livro Digital. O tema da palestra, segundo a entidade, será “a revolução dos livros digitais e o futuro da leitura“.

Bateu uma sensação de déjà vu? Não é à toa… se lembrarmos quais foram as últimas palestras inaugurais do evento, vamos constatar que o tema está sendo repetido pela quarta vez. Em 2013, a abertura do Congresso foi “O futuro do livro e o livro do futuro – como leremos em 2020?”, com Silvio Meira. Em 2012, o tema era “Perspectiva para o Livro: Hoje e Amanhã”, com Young Suk Chi. Em 2011, foi “A hora da geração digital”, com Bob Stein – se o nome da palestra não entrega o conteúdo, Bob entrega – ele era diretor do “Institute for The Future of the Book” e sua palestra, claro, repetiu a dicotomia passado/futuro.

Já são quatro anos discutindo o “futuro” na palestra inaugural do Congresso. É inusitado. Outros eventos internacionais, como Digital Book World, Book Expo America (e o falecido TOC), só para ficar nos mais conhecidos, conseguem arejar suas perspectivas, encontrar novos temas, tão ou mais interessantes. As pessoas que decidem a programação do Congresso parecem não conseguir problematizar o tema “livro digital”, para além da perspectiva de quem vê o fenômeno de fora.

Nada contra o palestrante, Jason Merkoski… segundo o anúncio da CBL, ele foi “o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon” e “ajudou a inventar a tecnologia usada em ebooks de hoje”. É certo que Jason pode fazer contribuições relevantes. Mas para quem acompanhou as edições anteriores do Congresso, é frustrante saber que o palestrante virá ao Brasil para falar mais do mesmo.

Hora de trocar o disco? Talvez seja hora de trocar os DJs também…

Fontes: Site do Congresso do Livro Digital – anos anteriores, Publishnews

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