Amazon Planeja Dois Novos Tablets em 2012 – E Porque Isso Não é Bom

09/03/2012
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por da Redação
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Rumores para lá e para cá dizem que a Amazon estaria planejando dois novos tablets para esse ano, um menor e um maior do que o modelo atual do Kindle Fire. Mais aparelhos no mercado, mais concorrência, mais plataformas de distribuição. Mas por que o título diz que isso não é bom?

Bem, na verdade quem diz é Eoin Purcell, editor e consultor, em um artigo no TeleRead. Reproduzo alguns trechos por aqui pois concordo com seus argumentos.

Um sentimento um pouco inquietante me arrebata sempre que ouço a discussão sobre  livreiros e outros se movendo para longe de eReaders com eInk para tablets. Não é um ódio de telas retroiluminadas e similares, na verdade eu gosto bastante delas.

Pelo contrário, é que tal movimento é uma aceitação implícita de que o dispositivo eReader para apenas um uso está se movendo de uma prioridade absoluta para uma secundária. A preocupação para mim é que, conforme aplicativos, filmes, programas de TV, música e jogos tornam-se maiores e melhores para empresas, os livros tornam-se menos e menos importantes. Com essa mudança, os livros tornam-se simplesmente parte de um mix de mídia ao invés de ser o elemento principal.

Não deixa de ser verdade. Livros são um bom negócio, mas muitas vezes a Amazon perde dinheiro com eles, para popularizar não apenas sua plataforma de livros, mas todo o seu site. Se o cliente comprar um filme ao invés de um livro, tanto melhor para a Amazon. Aplicativos também são adquiridos em frequência muito maior do que um eBook.

Assim, se as empresas que antes preocupavam-se só com livros – como Amazon e B&N, aqui no Brasil a Saraiva – começarem  a inserir o livro em um grande apanhado de conteúdo, é capaz que as vendas de livros diminuam, por terem menos promoção e menos gente interessa em comprar ante a tanto conteúdo mais dinâmico.

Aparelhos de apenas um uso me lembram câmeras compactas. Todos esperam, em vão, que câmeras de smartphones se tornem tão boas quanto uma compacta digital. Mas isso não vai acontecer enquanto os aparelhos de telefone ficarem cada vez mais finos, sem espaço para jogo de lentes e sensores decentes.

O mesmo acontece com o eReader. Quanto mais recursos um tablet tiver, menos durará sua bateria e menos se preocuparão se a tela é boa para leitura ou não, se um aparelho como esse distrai o leitor ou não.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

09/03/2012
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por da Redação
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Rumores para lá e para cá dizem que a Amazon estaria planejando dois novos tablets para esse ano, um menor e um maior do que o modelo atual do Kindle Fire. Mais aparelhos no mercado, mais concorrência, mais plataformas de distribuição. Mas por que o título diz que isso não é bom?

Bem, na verdade quem diz é Eoin Purcell, editor e consultor, em um artigo no TeleRead. Reproduzo alguns trechos por aqui pois concordo com seus argumentos.

Um sentimento um pouco inquietante me arrebata sempre que ouço a discussão sobre  livreiros e outros se movendo para longe de eReaders com eInk para tablets. Não é um ódio de telas retroiluminadas e similares, na verdade eu gosto bastante delas.

Pelo contrário, é que tal movimento é uma aceitação implícita de que o dispositivo eReader para apenas um uso está se movendo de uma prioridade absoluta para uma secundária. A preocupação para mim é que, conforme aplicativos, filmes, programas de TV, música e jogos tornam-se maiores e melhores para empresas, os livros tornam-se menos e menos importantes. Com essa mudança, os livros tornam-se simplesmente parte de um mix de mídia ao invés de ser o elemento principal.

Não deixa de ser verdade. Livros são um bom negócio, mas muitas vezes a Amazon perde dinheiro com eles, para popularizar não apenas sua plataforma de livros, mas todo o seu site. Se o cliente comprar um filme ao invés de um livro, tanto melhor para a Amazon. Aplicativos também são adquiridos em frequência muito maior do que um eBook.

Assim, se as empresas que antes preocupavam-se só com livros – como Amazon e B&N, aqui no Brasil a Saraiva – começarem  a inserir o livro em um grande apanhado de conteúdo, é capaz que as vendas de livros diminuam, por terem menos promoção e menos gente interessa em comprar ante a tanto conteúdo mais dinâmico.

Aparelhos de apenas um uso me lembram câmeras compactas. Todos esperam, em vão, que câmeras de smartphones se tornem tão boas quanto uma compacta digital. Mas isso não vai acontecer enquanto os aparelhos de telefone ficarem cada vez mais finos, sem espaço para jogo de lentes e sensores decentes.

O mesmo acontece com o eReader. Quanto mais recursos um tablet tiver, menos durará sua bateria e menos se preocuparão se a tela é boa para leitura ou não, se um aparelho como esse distrai o leitor ou não.

Para publicar seu ebook ou livro impresso, nas principais livrarias online, conheça o serviço de publicação da Simplíssimo. Desde 2010 a Simplíssimo já comercializou mais de 1 milhão de exemplares, para mais de 1.500 autores e editoras. Veja como funciona.

 

  1. Concordo, Stella!

    “Aparelhos de apenas um uso me lembram câmeras compactas. Todos esperam, em vão, que câmeras de smartphones se tornem tão boas quanto uma compacta digital. Mas isso não vai acontecer enquanto os aparelhos de telefone ficarem cada vez mais finos, sem espaço para jogo de lentes e sensores decentes.
    O mesmo acontece com o eReader. Quanto mais recursos um tablet tiver, menos durará sua bateria e menos se preocuparão se a tela é boa para leitura ou não, se um aparelho como esse distrai o leitor ou não.”

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